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Já começou a campanha para as autárquicas de 12 de Outubro de 2025. À semelhança de anos anteriores vamos reunir a informação essencial para uma avaliação do mandato do actual executivo (PSD/CDS, 2021-2025), os diferentes candidatos e respectivas propostas para a freguesia.
Não alimentamos ilusões sobre a utilidade desta informação para um grande número de fregueses, indiferentes à gestão quotidiana da Junta de freguesia, e ainda mais sobre os programas das diferentes forças políticas na freguesia. Em todo o caso é uma tarefa que não precindimos. O baixo nivel de participação civica que caracteriza a democracia em Portugal, diz-nos que o essencial desta eleição, como aconteceu nas anteriores, se passará em torno de fulanização dos candidatos.

Executivo da Junta (PSD/CDS)
É consensual que o mandato da Junta do PSD/CDS foi um desvario, o que levou inclusive o seu presidente a renunciar ao mandato (Agosto de 2024), furtando à avaliação dos eleitores, fugindo para África. Casos houve muitos, inclusive ligações ao escabroso processo TUTT-FRUTTI. Entre os arguidos destacava-se um nome: Francisco Luis Ferreira Bento, jurista, empresário e proeminente militante do PSD, com negócios com a Junta de Freguesia de Alvalade. Um desvario secundado pela maioria dos vogais com pelouros atribuidos e apoiados por sete assessores !.
Dos partidos que o apoiaram este executivo (Chega, Mudar Alvalade e IL), o único que lucrou com este mandato foi o de Nuno Lopes (Mudar Alvalade). Resolveu as dividas que o clube que preside tinha com a Junta de Freguesia de Alvalade, e recebeu centenas de milhares de euros em subsidios, e ainda acrescentou mais de meio milhão de euros dados por Carlos Moedas para a resolução amigável do processo judicial das piscinas na Penha de França. Para tanto serviu a criação de um "movimento de cidadãos" e de uns quantos colaboradores no esquema. Atingidos os objectivos pretendidos ( as dívidas) o alegado "movimento de cidadãos" desfez-se.
O Chega, representado pelo José Augusto Vaz, durante quatro anos, limitou-se a falar de guardas nocturnos, videovilância, deixando para o lider do partido os discursos de ódio contra os imigrantes, muçulmanos, ciganos e subsídio-dependentes, acompanhado por um coro de "portugueses puros" que sonham deportar todos os cruzamentos com os "impuros (africanos, brasileiros, etc). A versão racista e xenofóba actual do "orgulhosamente sós" de Salazar. O rapaz do IL, nunca passou de um dicurso vazio sobre a transparência e depois foi aprovoando tudo aquilo que o executivo do PSD/CDS lhe apresentava.
Este executivo conseguiu a proeza de gastar de dezenas de milhões de euros, apresentando com a únicas melhorias visiveis no espaço público, meia dúzia de bancos de jardim. Da forma como foi esbanjados os sucessivos orçamentos aprovados em Assembleias de Freguesia fomos dando conta nestes quatro anos. Não faltou informação, o que sempre falta são cidadãos empenhados na coisa pública. As duas obras realizadas na freguesia foram da inteira responsabilidade da CML.
A Oposição (PS, BE e PCP), não raro, remeteu-se a uma posição equivoca, em nome da "estabilidade e responsabiilidade institucional".
Candidatos
PCP. Foi o primeiro partido a apresentar um candidato: Ricardo Varela, segue-se o Frederico Lira, Ana Cristina Gouveia e outros mais ou menos conhecidos.
O PS, coligado com o Livre, PAN e BE (Viver Lisboa), apresenta como candidato Francisco Costa (Livre), seguido de Gustavo Ambrósio, .
O PSD, aparece coligado com o CDS e IL (Por Ti, Lisboa): insiste no actual presidente (Tomás Gonçalves) que substituiu o fugitivo. Seguem-se Paulo Doce Moura, Ana Rita Costenla, Manuel Aires dos Santos e outros.
O Chega, insiste em José Augusto Vaz (71) anos). Um "avozinho" que para além da questão da segurança, nunca em quatro anos, se referiu a outros temas, como espaços e equipamentos públicos para as crianças na freguesia. Os nomes que se seguem na lista são irrelevantes, dado o caracter instrumental destes candidatos focados na trilogia: insegurança, imigração e corrupção.
A Nova Direita, anda à pesca de eleitores, lança o nome de Maria Sofia de Vasconcellos, moradora em Queluz. Analisando a lista percebe-se de imediato que pouco importa a relação dos candidatos com a freguesia.
O VOLT, aposta de novo em Mateus Carvalho e em Ana Cristina Nogueira .
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