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Barcos em Terra

Foto: 14/03/2022
Recuperação da
zona sul

O Jardim do Campo Grande nos dias de confinamento devido à Pandemia tornou-se no principal centro social da freguesia. Milhares de pessoas individualmente ou em grupo, nomeadamente numerosas familias passaram a frequentá-lo para para fazerem os seus passeios higiénicos, andarem ou aprenderem a andar de bicicleta, ou praticarem algum desporto ou simplesmente apanharem sol. Num jardim onde não existe guardas para o vigiarem, o civismo dos seus frequentadores tem sido a nota dominante, embora aqui e ali a ação destrutiva dos vandalos do costume se faça sentir. Foto: 08/03/2021

A CML acabou com as piscinas públicas no Jardim do Campo Grande, mas os "putos" vingaram-se. Após a inauguração invadiram o lago da zona sul e transformaram-no numa improvisada piscina. Foto: 29/04/2018.
Restaurado Monumento a Mário Soares

Quando foi inaugurado a 25 de Abril de 2018 começou logo a ser vandalizado. A CML resolveu substituir a "tribuna" por um material mais resistente, em consonância com as palavras de Mário Soares na mesma escritas: "Às sugestões da comodidade, do egoismo ou do interesse individual que apontam para a renúncia ou para o alheamento, há que opor a vontade decisiva de vencer - na certeza de que só é vencido quem desista de lutar", Portugal Amordaçado, 1972. Foto: 20/03/2021

No dia 25 de Abril de 2018 a Câmara Municipal de Lisboa inaugurou finalmente as obras de requalificação da zona sul do jardim do Campo Grande. Aproveitou a ocasião para prestar uma homenagem a Mário Soares. Em pleno jardim, mesmo em frente à sua residência no Campo Grande, foi inaugurado um pequeno monumento evocativo. Foi-lhe também dado o seu nome ao próprio jardim.

GoFit
A zona sul jardim do Campo Grande era popularmente conhecida pelas "piscinas", onde gerações de crianças brincaram durante o verão. A sua enorme esplanada era um ponto de encontro obrigatório dos estudantes da Universidade de Lisboa. É também conhecido o criminoso abandono que a CML votou todo o espaço. Em 2012 as piscinas municipais foram entregues a uma empresa privada (Ingespor)
numa típica negociata camarária. O objectivo era criar neste espaço um grande
ginásio com múltiplas valências.
Apenas em Novembro de 2014 foram montados
taipais à volta das antigas piscinas. O inicio das obras só ocorreu em 2016 . A
data de abertura do ginásio foi anunciada para Janeiro de 2017, mas em Abril ainda não tinha sido inaugurado, muito embora cerca de 15 mil pessoas já
tivessem pago avultadas inscrições ....
A abertura
do ginásio dos espanhóis da
Ingesport foi sucessivamente adiada, e lá acabou por
abrir no dia 17/04/2017
.

Projecto da Ingesport para o Jardim do Campo Grande
(zona sul).
A concessão dada pela CML à Ingesport é de 40 anos.

Foto: 29/4/2018

Foto: Novembro de 2017
As obras de requalificação da zona sul arrancaram em Outubro de 2016, com um excelente ritmo. Porém, pouco depois pararam. Durante meses quase nenhuma atividade foi registada. Em Novembro de 2017 era esta a imagem das obras no lago. Atrasos? Garantiam-nos na altura que não, tendo em conta o tempo que levaram a concluir as obras na zona norte do jardim, realizadas de 1 de Setembro de 2012 a Novembro de 2013. À semelhança do que ocorreu na zona norte, as obras de requalificação estavam longe de estar concluidas à data da inauguração (25/04/2018).
A reabilitação do jardim implica só por si uma profunda
mudança nesta zona da cidade, dada a sua centralidade em Alvalade. Um dos projectos ganhadores do Orçamento Participativo de
2016 na CML prevê a construção no jardim de uma passagem aérea ligando a zona sul à norte.
Porcaria de Cães

O
lado norte do Jardim do Campo Grande foi totalmente requalificado. Foi
construído um amplo espaço para os cães socializarem e fazerem as suas
necessidades fisiológicas. Os donos dos cães entenderam todavia que se tratava
uma limitação para à sua ação. Os cães passaram a andar soltos pelo jardim
empestando de porcaria os relvados, contaminando os solos, espalhando doenças e
destruindo os arbustos.
Requalificação e Invasão de
Traficantes de Droga
A zona norte do jardim do Campo Grande, depois das obras de requalificação, constitui
presentemente um dos espaços mais animados de Alvalade devido à enorme
afluência de estudantes e moradores. Os tradicionais "amigos do alheio" estão de
volta ao local, onde aliás nunca chegarem a sair. Mais preocupante o vandalismo e o
tráfico de droga que à vista de todos começa (de novo) a proliferar.
Zona
Norte
O Fim da Alameda das Palmeiras no Jardim do
Campo Grande
Durante décadas
constituíram uma das imagens mais marcantes do jardim. Nos últimos anos
assistimos à sua morte. Garantem-nos que em breve nem uma restará. Mais
Requalificação
António Costa, com grande
aparato mediático, no dia 24/3/2011 apresentou um mega-projecto para
reabilitação do jardim do Campo Grande. Prometeu que em breve seria
recuperado o "Caleidoscópio" , o ringue de patinagem, os cortes
de ténis, o lago, etc., etc.
O discurso não era novo. João Soares,
Santana Lopes, Carmona Rodrigues e outros prometeram o mesmo, mas resultado foi
sempre o mesmo: abandono e degradação do espaço público.
A custo as obras de recuperação da zona norte do jardim,
arrancaram só a 1 de Setembro de 2012. Os trabalhos avançaram muito
devagarinho, para só estarem "concluídos" perto das
eleições autárquicas ( 29 de Setembro de 2013 ). A incompetência foi tal que
ó jardim só foi reaberto em Novembro, mas sem as obras estarem concluídas.
O "Caleidoscópio"
foi cedido em Março de 2011 à Universidade de Lisboa (UL),
para ser transformado num centro académico. A Universidade de
Lisboa que prometeu uma recuperação rápida do Caleidoscópio, não tardou
a alegar falta de verbas para iniciar as obras. A solução passou por
encontrar um parceiro para explorar o edificio e financiar as obras. O
parceiro encontrado foi a McDonald`s que construiu um restaurante (140
lugares), uma esplanada (60 lugares) e um McDrive. O Centro Académico
acabou por ser aberto, mas muito mais tarde (princípios de 2016).
Os Cortes de Ténis e o
ringue de patinagem foram entregues também a UL que os
transformou em campos de Padel.
O lago e a "Ilha" foram recuperados. A "tasca" imunda que ocupava a
ilha deu lugar a um café-restaurante bastante agradável.
Foi criado um espaço canino.
O jardim foi iluminado;
Após estas sucessivas obras, a parte norte
do Jardim do Campo Grande, adquiriu uma vida que já não conhecia desde os anos
80 do século XX quando foi votado ao mais completo abandono por parte da CML.

Devido ao incontrolável ataque do escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus
)
a
emblemática Alameda das Palmeiras está a desaparecer, dezenas das quais já morreram.
Muito em breve não restará nem uma.

Imagem da parte
do jardim do Campo Grande reabilitada. Janeiro de 2015

Restaurado o Monumento aos Jardineiros de
Lisboa
Após longos anos ao abandono, o único monumento
que faz uma homenagem aos jardineiros da cidade, datado de 1985, foi finalmente
restaurado. Na abertura ocorreu no dia 29/12/2015, perante a mais completa
indiferença, nomeadamente por parte dos homenageados. |
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Aprenda Matemática no
Jardim do Campo Grande
Uma das curiosidades da requalificação
deste jardim (Agosto de 2012- Novembro de 2013) é um percurso por acontecimentos
que desde Pedro
Nunes marcaram o desenvolvimento desta ciência. Foram também instalados jogos e
equipamentos para estimular o cálculo e a flexibilidade mental. Passados três
anos quase tudo foi vandalizado pelo estudantes das universidades nas suas
contínuas praxes. Mais |
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Privatização
Equipamentos Desportivos Municipais
A CML, incluindo a
Assembleia Municipal e as 53 Juntas de Freguesia andaram durante anos a
alimentar bandos de parasitas, encontrando-se actualmente falida e endividada.
Há muito tempo que deixou de ter recursos para sustentar muitos dos
equipamentos culturais e desportivos da cidade. Um a um foram sendo
abandonados, como as conhecidas piscinas do Campo Grande, Areeiro e
Olivais.
Face a este
panorama, a CML dirigida por António Costa (2007-2014), em vez de fazer uma profunda
reforma na CML de modo a acabar com a parasitagem, optou pelo processo mais
simples: manter a parasitagem e alienar os equipamentos desportivos e
culturais da cidade.
A prosseguir esta
política, dentro em breve, a CML deixará de prestar qualquer serviço aos
municipes, concentrando-se apenas na recolha de recursos públicos para
alimentar uma estrutura parasitária.
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Arquivo
Durante longos anos o jardim e os
equipamentos do Campo Grande foram votados ao mais completo abandono. O vandalismo e
a criminalidade passaram a imperar nestes espaços públicos de lazer. A mudança, também muito lenta, começou em 2013.
Jardim do Campo
Grande: Abandono e Vandalismo (I)
A
CML, em Abril de 2003, anunciou que iria promover a re-qualificação
do jardim. A partir daqui foram sendo anunciados vários mega-projectos para a
recuperação do Jardim que nunca concretizados.
Jardim do Campo Grande: Mega-Espaço
Jovem (II)
A incúria da CML não tinha limites. O património
artístico que lhe está confiado no Jardim do Campo Grande foi abandonado. Alguns
exemplos: Painéis de Azulejos de João Segurado ; Painel de Azulejos de Júlio Pomar ; Estátua de Canto da Maia; Lisboa de Jorge Barradas. Ninguém apurou responsabilidades, o desleixo na
autarquia é total.
Jardim do Campo Grande: Património ao
abandono (III)
O abandono que a CML havia votado o Jardim reflectia-se em
toda a sua envolvente. A Alameda da Universidade estava um caos, mas não só... |
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