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Jornal da Praceta

Informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito )

 

 

Mobilidade Urbana

Alvalade Recordista de Acidentes

O local onde se registam maior número de acidentes em Alvalade: cruzamento da Av. Roma com a Av.doBrasil.Foto:27/11/2019

O relatório "Alvalade Mais Acessivel", apresentado no dia 27/11/2019 no Centro Cívico Edmundo Pedro, embora não tenha trazido nenhuma novidade, permitiram chamar, uma vez mais, para as questões da acessibilidade em Alvalade, identificando problemas e apontando uma série de sugestões para a sua correção. Um assunto que iremos acompanhar.

Sinais de Trânsito Invisiveis

Junto ao cruzamento entre a Avenida do Brasil e a Avenida do Roma durante décadas esteve uma placa cujas letras dificilmente se conseguiam ler. Era suposto chamar à atenção dos condutores para terem especial cuidado com o local onde passam diariamente milhares de pessoas. Trata-se da principal entrada do Parque de Saúde de Lisboa e do Hospital Psiquiátrico Júlio de Matos. Era um alerta frustrado, devido à incúria de quem devia de cuidar da sua legibilidade. A CML/Junta de Freguesia chamadas à atenção pelo Jornal da Praceta resolveram a situação retirando a frustrada sinalética, em vez de a melhorarem (Janeiro de 2020).

Acidentes e Atropelamentos em Alvalade

Continuam os atropelamento na Avenida da Igreja

Seriam 16h00 segundo funcionários da limpeza da Junta de Freguesia de Alvalde, quando um senhora que seguia numa bicicleta Gira foi derrubada por uma viatura na Avenida da Igreja. A PSP só surgiu no local às 17h35. A vítima foi conduzida com ligeiras escoriações para o hospital numa ambulância do INEM. (7/01/2020).

Mais um Atropelamento na Avenida do Brasil

Pouco passava das 13h00 quando uma moradora da Bairro das Murtas procurava atravessar a avenida, numa altura que o semáforo da passagem de peões estava com o sinal vermelho, segundo nos garantiram no local. Ao aperceber-se do perigo que se exponha terá tentado recuar, sendo então atropelada por um motociclo. A vítima foi transportada para o hospital e uma hora depois a PSP dava por concluida a sua intervenção (5/12/2019).

Sinais de Transito, Passadeiras e Passeios

Alternativas

Mobilidade Sustentável, Bicicletas e Ciclovias em Alvalade

Uma profunda mudança está em curso em todas as cidades mais desenvolvidas do mundo: a mudança de paradigma nas deslocações urbanas. Na cidade de Lisboa, e em particular na freguesia de Alvalade a mudança começou finalmente a acontecer. Em Agosto de 2017 foram instaladas na freguesia as primeiras estações de bicicletas por iniciativa municipal (EMEL-Gira). Em 2018 vieram as trotinetas. Em fins de 2019, quer umas ou outras já estavam amplamente disseminadas.

Os problemas atuais, para além da falta de civismo dos seus utilizadores, da sua destruição e agora com os roubos. Individuos desocupados ou não roubam as trotinetas, e depois a modificar colocam-nas à venda em plataformas como a "OLX". Várias empresas já se viram obrigadas a criarem equipas especiais para descobrirem onde os amigos do alheio as têm guardadas. Mais

Usos e abusos. Foto: 4/12/2019

Expansão da Rede de Ciclovias em Alvalade

A CML acaba de aprovar (5/12/2019) o reforço da rede ciclável de Lisboa, contemplando a freguesia de Alvalade. Irá celebrar um contrato com a EMEL para a execução entre 2020 e 2022 de várias empreitadas em Alvalade:

- Construção do Eixo da Av. Gago Coutinho.

- Continuação do Eixo Alvalade Gago Coutinho

- Continuação do Eixo Av. dos Combatentes - Lima Bastos

- Eixo Central Campo Grande Norte - Lumiar

A proposta foi do vereador Miguel Gaspar responsável pelo Pelouro da Mobilidade.

As 18 Zonas de Alvalade Controladas pele EMEL

Em 2016 toda a área da freguesia de Alvalade passou a ser controlada pela EMEL, de 8 zonas passou para 18. A documentação foi posta à consulta pública, e em Setembro de 2017 entrou em vigor. Consulte aqui as novas zonas da EMEL

 

Parques de Estacionamento em Alvalade

A freguesia de Alvalade reune todas as condições para ter grandes problemas no estacionamento de viaturas: É atravessada pelos principais eixos viários de entrada em Lisboa, não lhe faltam grandes instituições e infraestruturas que empregam milhares de pessoas (aeroporto, universidades, hospitais, complexos desportivos, etc). Se a tudo isto sumarmos a inação da CML face ao problema temos reunidas as condições para o caos. A situação caótica que aqui se vivia só começou a ser invertida a partir de finais de 2015 quando a EMEL entrou em força na freguesia, e começaram a ser limpos e reaqualificados alguns logradouros. A conta gotas foram sendo criados parques de estacionamento para residentes e não-residentes. A dimensão que adquiriram alguns destes parques, nomeadamente na Cidade Universitária agravou os problemas de segurança a quem os usa. Mais

 

António, arrumador "encartado"

O António, arrumador "encartado" por conta própria desde 2012, é quem manda no "parque" de estacionamento à entrada da Rua Alberto Oliveira. A troco de 2 euros diários, quem quiser deixa a chave do carro que o António encontra neste lugar, ou na Avenida da Igreja um lugarzinho. Ele conhece os "tipos" todos da Emel, como pudemos testemunhar (14/11/2019). O problema é mesmo o feitio do António não se cansa de ralhar com os clientes. Ali quem manda é ele desde 2012.

Adro da Igreja do Campo Grande Vira Parque de Estacionamento Ilegal

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Décadas e décadas de bandalhice no estacionamento no Campo Grande criaram hábitos dificeis de mudar. A paróquia do Campo Grande resolveu manter-se fiel à tradição permitindo que quem queira ali possa estacionar automóveis, carrinhas e até camiões, mesmo à porta da igreja. Este estacionamento selvagem tem vindo a colocar em risco de destruição o cruzeiro, datado de 1646, mandado fazer por um inglês (Roberto Hares).

Não faltam junto ou perto da Igreja do Campo Grande lugares de estacionamento em parques públicos, não apenas os exclusivos para residentes, mas também para todos os automobilistas. No parque da Confeiteiras, de segunda a sexta, o bilhete diário custa 3 euros. A sábado e domingo é gratuito o estacionamento. Apesar disto, ninguém está disposto a andar a pé, não raro a própria entrada da igreja e os passeios em redor estão bloqueados com automóveis.

A paróquia do Campo Grande entendeu que pode fazer do seu espaço o que quiser, incluindo transformá-lo num improvisado parque de estacionamento para que quiser deixar ali a sua viatura. Não é caso único na zona, o Museu da Cidade faz o mesmo, o Horto do Campo Grande idem. Exemplos não faltam, o que falta é quem imponha alguma disciplina neste caos.

 

 

 

Projecto de Renovação da Segunda Circular

 

A Assembleia Municipal de Lisboa, no passado dia 1/02/2016, promoveu no Hotel Roma um debate sobre este projecto que a Câmara pretendia concretizar até 2017. Mais 

 

 

 

 

Universidade de Lisboa e as bicicletas

Observando o que se passa na freguesia de Alvalade, e em particular no Campo Grande, constata-se que os estudantes universitários de Lisboa estão completamentre arredados dos preocupações em torno do ambiente e da necessidade de praticar um mobilidade sustentável. Felizmente muitos são aqueles que possuem uma perspetiva mais universal e tomam iniciativas no sentido de inverterem a degradação do planeta. Mais

 

Zonas 30 km/h

Os peões são a maioria das vítimas de acidentes com automóveis na cidade de Lisboa. Muitas das vítimas foram atropeladas nas passadeiras para peões e até em cima dos passeios...

O bom senso recomendaria que se diminui-se a velocidade da circulação dos automóveis, em especial junto a zonas residenciais, com elevada atividade comercial, mas também junto a escolas e vias cicláveis. Em muitos países da União Europeia a medida mais consensual foi estabelecer nestas zonas o limite máximo de 30km/h.  A CML desde 2009 que tinha o projecto concluído, mas só em 2013 o começou a colocar em prática. Em 2014 chegou finalmente à Freguesia de Alvalade, mais concretamente aos bairros de S. Miguel e das Estacas. Aos poucos tem vindo a extender-se a outras zonas.

Os trabalhos são, como é habitual, muito lentos. Prevê-se nestas zonas a criação de passadeiras sobre-elevadas, pistas antiderrapagem junto das escolas, para além de sinalização para reduzir a velocidade dos atuais 50km/h para os 30km/h pretendidos.   É evidente que sem uma fiscalização adequada, estas medidas estão votadas ao fracasso.

 

Autocarros Urbanos e Carreiras Suburbanas

Paragens de Autocarros: Um Perigo Público !

 

A zona as paragens de autocarros na Avenida do Brasil, junto ao Jardim do Campo Grande. Embora seja das mais movimentadas de Lisboa, espelha a falta de respeito que a CML tem para com os munícipes. O passeio foi cortado para menos de metade, como consequência desta decisão criminosa as pessoas são obrigadas a andar no meio da rua. Junto às paragens pode observar-se quase tudo: lixo, vidros partidos e até automóveis abandonados. O abandono a que o espaço está votado à largos anos revela a pouca preocupação que a CML tem pelos seus municipes. Mais 

Estação Intermodal do Campo Grande (era) um Perigo Público

Numa campanha que realizamos em Janeiro de 2016, colocamos em evidência, o perigo que corriam milhares de pessoas na Estação Intermodal do campo Grande devido à incompetência de quem devia de cuidar destas infraestruturas públicas. Levou algum tempo até que a reparação fosse realizada. Trata-se de uma infraestrutura com um elevado grau de desgaste, e que exige uma constante manutenção.

Inaugurada em 1993, ao longo dos anos tem sido sujeita a contínuos actos vandalismo em dias de futebol, as placas e as estruturas metálicas que restavam, em 2016, estavam a desprenderem-se.

 

O lixo acumulado nas placas da cobertura das paragens era tanto que algumas ostentavam um verdadeiro matagal, contribuindo para a corrosão das estruturas metálicas. A maioria das placas da cobertura havia desaparecido há muito tempo. Pedaços da estrutura que se haviam desprendido,  segundo nos informaram lojistas locais, fizeram algumas vítimas. Foto:Jan.2016

 

Por todo o lado abundavam também poças de mijo, revelando a falta de respeito que a Câmara Municipal manifestava para com os munícipes, mas o mesmo se podia dizer do Metropolitano de Lisboa e dos vários operadores rodoviários locais. Foto: Jan.2016

Novembro de 2019

Novembro de 2019

A obra de reparação era bastante simples, como as fotos documentam, no entanto levaram anos a serem iniciadas e concluidas, o que torna ainda mais inconcebível a dimensão da incúria que então constamos. Um caso a registar, para que não se repita em Alvalade-Lumiar.

 

 

 

Metro

A freguesia de Alvalade é servida por duas linhas de metro: Linha verde (Telheiras- Cais do Sodré), com estações no Campo Grande, Cidade Universitária e Entrecampos; Linha amarela (Odivelas-Rato), com estações no Campo Grande, Alvalade e Roma. Esta é a parte positiva, a parte negativa é uma longa lista de queixas dos utentes. Mais

Comboios

Na freguesia de Alvalade existem duas estações de comboios: A estação Roma-Areeiro situada entre a a Avenida de Roma e a Avenida Almirante Reis e a Estação de Entrecampos. As queixas são mais do que muitas: falta de informação, supressão de comboios, falta de acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida, limpeza deficiente, etc. Mais

 

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Porta-a-Porta Alvalade | Lisboa
transporte urbano gratuito

No dia 4 de maio de 2015, o serviço de transporte urbano Porta-a-Porta chegou às ruas de Alvalade.Quatro anos depois (27/11/2019), um grupo do CSFA (Acessibilidades), fez uma avaliação ao seu funcionamento. No inquérito que realizaram constataram uma evidência: a esmagadora maioria dos inquiridos residentes na freguesia desconhecia este serviço. Não possuiam a mínima informação sobre o seu funcionamento, horários, paragens, etc. Estamos perante um serviço fantasma ! As paragens mais utilizadas, segundo a Junta, são Rua Conde Arnoso, Teixeira Pascoais, Conde Sabugosa, Av. do Brasil, Hospital de Santa Maria e Azinhaga dos Barros.

Criado em 2004 pela Câmara Municipal de Lisboa, abrangendo algumas zonas da capital, o serviço Porta-a-Porta passou, com a reorganização administrativa, para a gestão das Juntas de Freguesia.Trata-se de um transporte urbano gratuito e de proximidade que visa:

·        Facilitar a mobilidade dentro da freguesia.

·        Suprimir limitações ao nível da oferta de transportes públicos.

·        Promover o acesso a serviços e equipamentos.

A antiga sede da Junta de Freguesia de Alvaladem, na rua Conde Arnoso era,o ponto de partida e de chegada da carrinha Porta-a-Porta. Em princípio circula, devidamente identificada, por mais de 30 arruamentos de Alvalade, incluindo passagem por zonas comerciais, mercados de Alvalade, Jardim do Campo Grande, Teatro Maria Matos, Hospital de Santa Maria, Centro de Saúde de Alvalade, museus, bibliotecas, universidades, entre outros espaços centrais da freguesia.

Não existindo paragens fixas, a recolha ou largada de passageiros é feita em qualquer ponto do percurso, mediante indicação dada ao motorista. O horário das partidas, junto à sede – R. Conde de Arnoso, 5B -, é às 9h00 · 10h00 · 11h00 · 14h00 · 15h00 · 16h00, todos os dias úteis.

O Porta-a-Porta vinha dar resposta à necessidade de muitos cidadãos de dispor de um transporte que seja mais próximo, mais flexível e mais cómodo. Quatro anos depois da sua entrada em funcionamento é um serviço inexistente.

Consultar mapa do percurso

A carrinha do serviço porta-a-porta (sem utilizadores) no cruzamento entre a Av. dos EUA e a Av. de Roma. Foto: 29/11/2019

Arquivo:

Três Boas Medidas:

1. Ciclovias. Trata-se da "obra" que marcou o mandato de António Costa à frente da CML. Críticas: reduzido  alcance da medida, dado que não foram criados corredores para bicicletas nos principais eixos da cidade, nomeadamente entre o Campo Grande e o Terreiro do Paço. 

2. Zonas de Emissões Reduzidas. Os carros com matriculas anteriores a 1993, sem catalisadores, deixam de poder circular na Avenida da Liberdade e na Baixa (2011). 

Objectivo: Reduzir as emissões de gases e a poluição nestas zonas da cidade. Principal crítica: A medida é muito tímida e abrange apenas cerca de 100 automóveis, num universo de 700 mil que diariamente circulam na cidade.

3. Tarifários distintos. Todas as medidas para dissuadir a entrada e circulação de automóveis na cidade são (quase) sempre excelentes noticias. No centro da cidade o estacionamento está agora limitado a duas horas. Principal crítica: É muito limitado o serviço que a EMEL presta à cidade de Lisboa, em troca de andar a extorquir dinheiro pelo estacionamento. (Julho de 2011).

Continuação

 

 

 

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