Jornal da Praceta

Informação sobre a freguesia de Alvalade

 

 

 

Observador Atento da Cidade

Muitos confundem-no como um sem-abrigo a vaguear por Alvalade. Arrasta um "carrinho de supermercado" no qual se aninha a sua inseparável cadela. Não gosta dos cães porque são porcos, mijam para as paredes e as rodas do carros. As cadelas são mais asseadas não alçam a perna. O sr. Fernando Santos, assim se chama, recolhe metais que são atirados para a rua. Encontra de tudo inclusive mealheiros no seu percurso habitual entre a Quinta da Bela Vista (Areeiro) onde mora e o Bairro de Angola (Camarate, Loures) onde vende o que encontra. Num desfiar de conversa de circunstância sempre nos foi relatando o que observa desde a superior inteligência dos melros aos diferentes tipos de aviões que aterram na Portela. Foto:7/02/2028

"Há cinco ou seis anos que vivo aqui..."

Entre as monumentais colunas do número 116 da Avenida do Estados Unidos reencontramos o senhor Manuel. Tem a ideia que vive aqui há cinco ou seis anos, talvez sejam sete anos. Não se recorda bem, o tempo passa muito depressa. Gosta de viver onde vive. Não precisa de comida nem de rouba. A sua maior necessidade é de um local onde pudesse tomar banho. Foto:3/02/2020

Casal bulgaro reclama aquilo que é seu

A intervenção a mando da CML no dia 6 de Dezembro de 2019 obrigou o casal bulgaro a deslocar alguns metros os seus pertences para um sitio mais discreto. Foto: 8/01/2020

Quem passa pelo cruzamento entre a Av.gago Coutinho e a Av.dos EUA não deixar sobre o motivo de tanta quantidade de tralha que ali se encontra. Pertencem a um casal de bulgaros (Georgi Georgiev e Lyubka Kutteva), cujas quatro "casas" foram demolidas pela CML, a 2 de Maio de 2019, no sítio da montanha da Quinta da Noiva. Não pretendem abandonar o local enquanto não lhes for dado o que era seu.

Recanto onde vivia o casal bulgaro com seis gatos e um cão (Fotos:2/12/2019)

A história começa em Fevereiro de 2003, quando este casal chegou a Portugal. Acamparam durante algum tempo na zona de Alcantara, até que alguém lhes disse que na freguesia de Alvalade haviam terrenos propícios à sua instalação. No sítio da "montanha" da Quinta da Noiva, na Avenida Gago Coutinho, construiram aqui a sua primeira casa e um armazém. Dedicavam-se à procura de sucata, retirando-lhes os componentes vendáveis. Criaram uma horta, onde se abasteciam de tudo o que a terra dá.

A CML destruiu-lhes em 2010 as "casas" que entretanto haviam construído. Voltaram a construir novas casas, agora com dimensões mais amplas, para albergarem também 60 e tantos gatos, fora os cães. A CML em 2015 voltou à carga e destruiu-lhes de novo as casas. Dando mostras de grande resiliência, construiram desta vez quatro casas, uma para habitação e quatro para armazém. Eís quando, a 2 de Maio de 2019, a autarquia resolveu arrasar tudo. Grande parte daquilo que não conseguiram "salvar" foi considerado lixo pelos funcionários camarários, incluindo um biblia em bulgaro (herança familiar).

Plantas das quatro casas destruídas em Maio de 2019 pela CML.

O que reclama este casal ? O terreno que a CML lhes retirou. Pertence-lhes porque o ocuparam, nele viveram e investiram na construção de quatro casas. Reclamam que lhes devolvam o "lixo" que lhes roubaram, porque transformam em dinheiro. Não pretendem abandonar o lugar enquanto não for dado o que lhes pertence.

A questão não nova na freguesia de Alvalade, muito pelo contrário. No "Bairro das Caixas" ou no "Bairro de S. João de Brito", para darmos apenas dois exemplos, houve também uma ocupação ilegal de terrenos municipais. Continuam a ser neles construídas "casas" (habitações, garagens, armazéns, oficinas, depósitos, etc) e "quintais murados" que os seus ocupantes afirmam-se legitimos proprietários. O casal bulgaro no fundo quer ter o mesmo tratamento que a CML tem dado a outros moradores na freguesia.

Dois exemplos de Civismo

Fevereiro de 2002: Rua Eugénio de Castro Rodrigues

No número 3, existe um "túnel" que dá acesso ao um amplo espaço rodeado de habitações. Em 2002, os moradores dos pisos térreos andavam saturados de verem tanta porcaria neste espaço. A Câmara Municipal de Lisboa, como era frequente não limpava o local. As ratazanas invadiam tudo, inclusive as habitações. Por todo o lado pululavam construções abarracadas. Um poço descoberto constituía um verdadeiro foco de doenças. O local tráfico de droga era feito perante o olhar de todos. Foi então que um pequeno grupo de moradores lançou mãos à obra e resolveu limpar o terreno

Rapidamente tomaram consciência que não bastava apenas limpar o espaço era preciso dar-lhe também uma utilização condigna. Assim surgiu a ideia da construção de um jardim. Perante este exemplo, outros acabaram também por envolveram-se na sua limpeza e requalificação

Onde existia um problema de higiene pública e de insegurança surgiu um agradável espaço de lazer e de convívio, onde diariamente se podiam ver os moradores a trabalhar a favor da comunidade

A CML manteve-se alheada de todo o processo. Apenas pontualmente colaborou, na recolha do lixo que os moradores recolhem e colocam em espaços concebidos para o efeito. Melhor atitude teve a antiga Junta de Freguesia de São João de Brito que, em 2003, por alturas do Dia Mundial da Criança disponibilizou o equipamento necessário para a criação de um bonito parque infantil.

Este espaço, denominado "Jardim dos Moradores", passou a servir de local de encontro, aqui se festejaram os "Santos Populares" e na época natalicia recebia iluminações adequadas. (reportagem 2004)

Voltamos em Novembro de 2019 ao "jardim dos moradores". As árvores cresceram, o parque infantil e outros equipamentos estão degradados. O lixo é agora abundante. Num pequeno cartaz apela-se à colaboração da CML na sua remoção. Ao canto das traseiras de um edificio, amontoa-se a tralha de um "sem-abrigo".

"Abrigo" de uma pessoa

"Maio de 2012: Passagem Corval - Pereira

(entre a Rua Gonta Colaço e a Rua Fernando Caldeira)

Num dos muitos logradouros de Alvalade (Célula 2), onde abundam construções precárias e lixeiras, um grupo de quatro vizinhos, com o apoio da antiga Junta de Freguesia do Campo Grande e da CML resolveu limpar um parte de um antigo caminho pedonal que atravessa todo o logadouro. A intenção foi logo transformá-lo numa passagem pedonal luxuriante. Infelizmente a iniciativa não conseguiu influenciar outros vizinhos a aderirem, ampliando a zona jardinada. Prosseguindo o caminho, encontramos sucessivas lixeiras, apropriações de terrenos camarários, etc.

Como se Chama ?

Desde Maio de 2003 que tem instalado o seu local trabalho num dos passeios da Avenida da Igreja, mesmo junto à Praça de Alvalade. Ninguém pode dizer que não o conhece, mas como se chama ?.

António Fernandes, 51 anos, sem-abrigo há mais de 30 anos

Morador num barraco junto ao Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Lisboa

Não há candidato à assembleia de freguesia de Alvalade que não venha ao "Bairro de São João de Brito" em Alvalade. Todos prometeram até agora lutar pela legalização todas as casas e barracas aqui existentes, muitas das quais devolutas. O senhor António Fernandes vive mesmo em frente do Terminal nº. 2 do Aeroporto de Lisboa, também ele espera que a sua barraca seja igualmente legalizada. O problema é que não consegue viver nela há bastantes anos, pois os ratos ocuparam-na. Mais

Conhece o Luis Carlos ?

Morou durante um ano à porta dos ateliês do Centro de Artes Plásticas dos Coruchéus, em Alvalade.

O Luis Carlos, 23 anos de idade, lisboeta de nascimento, pai de uma menina de oito anos e dono de uma cadela, não sabe precisar há quanto tempo vive rua. Na escola não passou do oitavo ano, mas no trato revela uma educação muito superior. Naquele recanto dos Coruchéus, atrás de um secretária, onde pernoita, confunde-se facilmente com um recepcionista de um qualquer serviço público. De manhã bem cedo, meticulosamente arruma as suas coisas antes sair para um giro pela cidade. Garante que todos o conhecem (2017).

 

Orçamento Participativo

Uma iniciatica camarário que para além de estimular a participação cívica dos municipes, permite também identificar alguns dos problemas que os mesmos enfrentam ao nível das freguesias. Mais

Comissão Social da Freguesia de Alvalade

Para que conste: no dia 14 de Janeiro de 2015, no anfiteatro do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, foi constituída formalmente a Comissão Social da Freguesia de Alvalade, tendo sido votado por unanimidade o seu Regulamento Interno. Esta comissão é composta pelas mais variadas entidades e moradores que através de ações em parceria, se propõem contribuir para a erradicação da pobreza e da exclusão social e promoverem o desenvolvimento social ao nível da freguesia. Mais

Quais são os grandes problemas sociais da freguesia?

- População envelhecida e Falta de Civismo !

O grande interesse da 6ª. sessão era a apresentação do Relatório Final do Diagnóstico Social da Freguesia de Alvalade. Após longos meses de trabalho, envolvendo uma exaustiva pesquisa documental, workshops com representantes das diversas entidades, 1111 entrevistas a moradores de toda a freguesia, os resultados apurados não constituem nenhuma surpresa. Limitam-se a "confirmar" ou a "repetir" o que o Jornal da Praceta e outros inquéritos à população tem afirmado. Mais

Breve Diagnóstico Social da Freguesia de Alvalade

(tendências segundo os censos de 2001 e 2011)

1. Desde a década de 90 do século XX que Alvalade passou a sofrer dos mesmos problemas do "centro histórico de Lisboa".

2. A população de Alvalade não tem parado de diminuir. Em relação à restante população da Lisboa verificou-se um aumento da população com mais de 65 anos e a diminuição da que tem idade inferior.

3. O envelhecimento da população da freguesia é muito superior comparativamente ao resto da cidade: Alvalade- 239, 3%, Lisboa - 182,8%. 

4. Cerca de 70% dos agregados familiares tem 1 ou duas pessoas (censo 2011). Um elevado número de pessoas vive sozinha, muitas das quais são idosas.

5. As habilitações literárias da população de Alvalade é significativamente superior à da cidade de Lisboa.  Em 2011 contava com 36% pessoas licenciadas.

6. Embora número de edifícios tenha diminuído, subiu o número de alojamentos, em resultado da construção de edifícios com mais de 5 pisos. O Plano de Alvalade (1946) estabelecia  que maioritariamente os edifícios tivessem entre 3 e 4 pisos. Os alojamentos são hoje muito maiores do que no passado e vivem neles menos pessoas. Calcula-se que cerca de 25% da capacidade habitacional do bairro esteja por preencher.

7. Regista-se em toda a freguesia um elevado número de alojamentos subocupados ou mesmo vazios.

Pobreza em Alvalade

Pobreza Envergonhada

Tem-se insistido erradamente que em Alvalade a pobreza é "envergonhada", querendo com isto dizer que a pobreza aqui resultada da perda de rendimentos de pessoas da classe média que sofreram enormes reduções nos seus rendimentos em consequência do desemprego, endividamento, cortes nas reformas ou pensões de sobrevivência diminutas. Uma pobreza difusa e não concentrada. Nestas circunstâncias muito a custo e de forma se possível "anónima" vêm-se obrigadas a pedirem ajuda a várias instituições.

Para além destes pobres, difíceis de quantificar, a verdade é que na freguesia de Alvalade sempre existiram importantes bolsas de pobreza. Um facto que é possível deduzir tendo em conta o número de instituições de solidariedade social que existem no Bairro de Alvalade, que afirmam trabalhar para apoiar as famílias mais carenciadas. As antigas juntas de freguesia, em particular a do Campo Grande, tinha a seu cargo um grande número de pobres e disso fazia alarde.

Programas

As antigas as juntas de freguesia, unificadas em 2013, ao longo dos anos " ensaiaram" diversos programas de ocupação ativa dos mais idosos, como "passeios de autocarro", "universidades da terceira idade", caminhadas, etc. O  problema é que sempre que mudava o executivo da junta tudo era posto em causa, e muitos projectos que levaram anos a concretizar eram abandonados por questões politiqueiras. 

Focos

Basta percorrer a freguesia de Alvalade para nos apercebermos que a mesma é socialmente muito diversificada. Algumas zonas, nomeadamente as habitadas por comunidades ciganas, sobretudo o Bairro das Murtas, caracterizam-se pela pobreza endémica, conflitualidade e degradação do espaço envolvente, o que se reflete na própria atividade económica da zona.   Em menor proporção outras zonas, como o Bairro das Caixas tem no seu interior bolsas de pobreza e degradação ambiental. O "Bairro de S. João de Brito" continua à espera por uma prometida requalificação. O ambiente é degradante.

Os estudos globais sobre a freguesia tem contudo incidido sobre o problema do envelhecimento da população e as suas consequências, como já aparecia no estudo do Observatório Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa, referente à nova Freguesia de Alvalade, em que se comparou dados de 2001 com os de 2011.

A indiferença como a CML tratou (e trata) algumas destas zonas, tem contribui negativamente para estimular um pobreza endémica.

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Construções abarracadas. Pátio dos Miguéis, Azinhaga das Murtas. Foto: Outubro de 2015

As traseiras do Bairro das Murtas, maioritariamente ocupado por portugueses de etnia cigana, era uma enorme lixeira. Nos últimos anos parte da mesma foi transformada num improvisado parque de estacionamento. Os roubos eram frequentes. Foto: Outubro de 2015

Erradicação da Pobreza

Numa interessante iniciativa, a junta de freguesia de Alvalade, no passado dia 17 de Outubro de 2015, resolveu trazer à discussão a questão da pobreza. Embora o problema não incidisse sobre a pobreza na freguesia, os diversos convidados foram muito oportunos nas suas intervenções:

1. Sem-Abrigo.  Miguel Coelho (NPISA-Lisboa), mostrou como a partir de 2009, com base numa numa estratégia nacional para combater a pobreza, se deram importantes passos para acudir aos sem-abrigo de uma forma coordenadade através de organizações que funcionam em rede. Esta intervenção na cidade de Lisboa, assenta no atendimento dos sem-abrigo, no seu alojamento, inserção social e no trabalho das equipas técnicas de rua (ETR). Funções desempenhadas por técnicos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, CML, Centro Hospitalar Psiquiátrico Júlio de Matos e outras organizações, como a Comunidade Vida e Paz. 

Atendendo à especificidade dos sem abrigo, muito marcados por várias dependências (alcool, drogas, problemas mentais, etc) foi apontado que o Centro Hospitalar Psiquiátrico Júlio de Matos estava a efetuar um levantamento destes problemas para melhorar a qualidade das próprias respostas. A Comunidade Vida e Paz estava a coordenar a própria ajuda aos sem abrigo. Foi referido a necessidade da formação dos voluntários neste tipo de intervenções. A CML que possui um centro de alojamento  mais de 270 pessoas, pretende criar unidades mais pequenas para humanizar este tipo de resposta.

Foi salientado o facto da PSP, devido à sua ação no terreno, dar um contributo muito importante na sinalização das pessoas que vivem na rua e que carecem de apoio. 

2. Sobreendividados. O acesso fácil ao crédito estimulou a emergência de um novo tipo de pobres: os sobreendividados, isto é, aqueles que não tem a capacidade para honrar parte ou a totalidade dos seus compromissos. Muitas vezes a sua situação é tal que deixam de ter recursos financeiros para assegurarem a sua subsistência. Nesse sentido, duas organizações apresentaram um conjunto de processos pelos quais as pessoas e famílias que se encontram nesta situação podem ser ajudadas, nomeadamente a renegociarem as suas dívidas e defenderem o "bom nome. Foram elas a Associação Portuguesa para Observação, Investigação e Apoio na Reeducação em Matéria de Endividamento (www.apoiare.pt) e  a Associação Portuguesa de Apoio aos Insolventes Particulares . Retivemos sobre este problema a indicação de dois sites: www.endividamento.pt e www.consumidor.pt 

Por último foi referido que, se os endividados têm deveres para com os credores, também têm direitos, os quais quase sempre tendem a ser esquecidos. 

 

 

Com pequenos gestos podemos fazer um mundo melhor.

 

 

Arquivo

Centro Cívico Edmundo Pedro

Uma excelente ideia. Nas instalações da atual sede da Junta de Freguesia de Alvalade funcionará um centro cívico que acolherá colectividades e outras organizações sediadas em Alvalade. O centro inaugurado simbolicamente no dia 25/04/2015, homenageia Edmundo Pedro, um histórico lutador contra a ditadura em Portugal (1926-1974). Aquando da inauguração pelo menos três organizações já tinham a sua sede neste Centro Cívico.

Edmundo Pedro (1918-?) desde muito jovem integrou as fileiras do PCP, quando trabalhava no Arsenal da Marinha como serralheiro. Foi preso pela primeira vez em 1935, com apenas 15 anos de idade, o seu pai, também militante do PCP, estava preso na Guiné. O seu irmão foi nesta altura assassinado pela polícia política. Voltou a ser preso em 1936, e após ter passado por várias prisões é desterrado para o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, só foi libertado 10 anos depois. Na prisão tem como professores outros presos políticos. É neste período que se afasta do PCP. Enquanto esteve preso no Tarrafal assistiu à morte de muitos presos políticos, como Mário Castelhano (anarco-sindicalista), Arnaldo Simões Januário (anarquista)  ou Bento Gonçalves (dirigente do PCP). Os presos Tarrafal entre 1936 e 1954 eram trazidos de Portugal (357, dos quais 33 morreram), e entre 1961 e 1974 eram combates das ex-colónias (227, dos quais 4 morreram).

Edmundo Pedro nunca desistiu de lutar contra a ditadura. Em 1962 participa no assalto ao Quartel de Beja. Em Set. de 1973 adere ao PS. A seguir ao 25/04/1974 torna-se o principal operacional deste partido. No 25/11/1975, o general Ramalho Eanes confia-lhe 150 armas para o caso de se desencadear em Portugal uma guerra civil. As armas eram para ser distribuídas por militantes do PS. Em Janeiro de 1978 acaba por ser preso por ter sido apanhado com parte destas armas, dado que ainda não as tinha devolvido. Vive em Alvalade, junto ao Bairro das Estacas, desde os anos 50 do século XX.

Anda perdido !?

No dia 28 de Janeiro de 2016, pelas 14 horas, um lindo e simpático cão apareceu à porta da Escola Secundária Rainha Dona Leonor, tendo sido logo acolhido. A solidariedade é um dos lemas da escola. Tudo indicava que tinha dono, mas quem seria? Graças à tecnologia, descobriu-se a dona. Telefonema para a frente e para trás, e lá se soube que o Tobias, assim se chama cão, veio parar a Lisboa, num lote de uma separação conjugal.

Carente de afecto, o Tobias passou a andar pela ruas de Alvalade, a sua nova morada. No "Rainha" encontrou o procurava, e na escola pernoitou com todo o conforto.  No outro dia (29/01/2016), uma linda menina que por lá terá passado, rendeu-se de amores pelo Tobias e ele por ela, e saíram a correr felizes. A dona ao ser alertada pelo Jornal da Praceta que o Tobias estava da escola, reclamou na mesma a sua presença, mas a verdade é que o Tobias andava fugido com o seu novo amor. No dia 1 de Fevereiro, para que se conclua a história, o Tobias teve que ser entregue à segunda dona, deixando triste o seu amor. Não é seguro que deixe de andar a vadiar por Alvalade, e quem sabe um dia aconteça o reencontro...

Pincho, onde estás?

Pincho é um gato de rua que a Mariana resolveu acolher. Não perdeu o hábito de vadiar e um dia (quinta-feira,21/01/2016), desapareceu dentro de uma loja-armazém, ao abandono, na rua Afonso Lopes Vieira. A sua dona, incansável, recorreu a todos os que encontrou, chamou os Sapadores Bombeiros de Lisboa. Pincho foi localizado, pelo miar, a altas horas da noite, num estreito e escuro buraco. Foi-lhe deixado comida. No dia seguinte, Pincho não deu sinal de vida, deixara de miar. Novas buscas e o Pincho não apareceu. Mariana não desistiu de o procurar. Dois dias depois (sábado), Mariana quando já todos achavam que o gatinho desaparecera, infatigável prosseguiu as buscas como apoio de vários moradores. De tarde voltou a chamar os bombeiros, veio a PSP, e eis que Pincho foi finalmente encontrado e regressou à sua casa para felicidade de todos.

Propomos-lhe: 

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Refugiados, Imigrantes e Globalização

Paata, 18 anos 

Jovem imigrante da Geórgia. Havia rês meses que o patrão não lhe pagava o ordenado. Resolveu vir a Lisboa à procura de trabalho, quanto três delinquentes o mataram na Estação do Metro do Campo Grande para lhe roubarem 15 euros. Mais.

Ataques Contra a Cidadania

Em Portugal, faz parte da retórica política o apelo à participação cívica dos cidadãos. Paralelamente multiplicam-se os casos de ataques contra as intervenções dos próprios cidadãos. Existe muita gente que está interessada em estimular o alheamento dos portugueses da política. Mais