Jornal da Praceta


Informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito )

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Universidade Lusófona

(Campo Grande 376 )

A Universidade Lusófona (privada) nos últimos anos tem estado envolvida numa série de casos que nada abonam sobre a qualidade do seu ensino.

Os dois últimos casos - a "licenciatura" do ministro Miguel Relvas (2012/2013) e a morte de seis estudantes desta universidade numa praxe na praia do meco (Dezembro de 2013) - afectaram profundamente a imagem não apenas desta universidade, mas também do ensino superior privado em Portugal.

A Universidade Lusófona, em 2014, tem uma vasta oferta educativa:  48 licenciaturas, 3 mestrados integrados, 49 mestrados, 9 doutoramentos, 21 CET`s. É Frequentada por cerca de 12 mil alunos.

ULHT- Lusófona: Expansão

A actual Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias surgiu sob a forma de uma cooperativa em 1986 (Cofac- Coop. de Formação e Animação Cultural, crl), da qual surgiu em 1989 o Ismag. Por sua vez, em 1998 deu lugar à actual universidade, e no ano seguinte já contava com mil alunos.

A Lusófona no Campo Grande veio ocupar o espaço de um antigo Quartel Militar. No seu interior e à sua volta assistiu-se à sua expansão quase sempre de forma desordenada. Os novos edificios deixam muito a desejar em termos estéticos. O certo é que em 2014 a Lusófona só no Campo Grande contava com 10 mil alunos que frequentavam 4 licenciaturas, 3 mestrados integrados, 49 mestrados, 9 doutoramentos e 22 CET`s.

A Lusófona tem hoje ramificações em Angola, Brasil, Moçambique, Cabo Verde e Guiné abrangendo um total de 25 mil alunos (2015).

ULHT- Lusófona: Novos Edifícios.

Fachada do edifício central da Universidade Lusófona

Em 2005 fomos visitar o "campus" desta Universidade no Campo Grande. A surpresa foi total. Deparamo-nos como um verdadeiro estaleiro de obras, vendo-se por todo o lado erguerem-se novos edifícios de arquitectura efêmera que lembram vagamente as antigas vilas operárias do final do século XIX.

Aqui e ali observam-se ainda os vestígios da antiga Fábrica de Lanifícios do Campo Grande, depois ocupadas por um Hospital Veterinário Militar e o quartel do Batalhão do Serviço de Transportes do Exercito.

Como é sabido estas instalações foram vendidas em 1995 à Universidade Lusófona que desde então não tem parado de construir novos edifícios, alguns dos quais foram alvo de protesto do moradores da zona. As razões são sempre as mesmas: as obras são ilegais e tampam-lhes por completo a vista.

A Universidade Lusófona assumiu como vocação a lusofonia, apoiando e desenvolvendo de forma activa o intercâmbio cultural entre os povos cujo português é a língua oficial. Não faltam neste "campus" evocações a esta missão.

Apesar da recente diminuição do número de alunos no ensino superior, devido ao envelhecimento da população, esta Universidade não pára de crescer. É presentemente a maior universidade privada de Portugal, o que todavia não tem qualquer correspondência com a sua produção científica que continua muito longe do que seria de esperar. 

O que também não pára de crescer, como dissemos, são as novas construções para albergarem um número sempre crescente de alunos. 

Os vestígios da antiga fábrica de lanifícios estão a desaparecer rapidamente.

O modelo típico das construções que estão a ser erguidas em série na Universidade Lusófona. O arquitecto - se chegou a haver -, ter-se-á porventura inspirado nas antigas vilas operárias e no facto de neste espaço ter existido uma importante fábrica textil.

No meio de um autêntico estaleiro as aulas decorrem com toda a normalidade. A preocupação com os espaços verdes é coisa que aqui não vimos. O que domina a paisagem é o betão, o alcatrão e o ferro, e no meio de tudo isto os automóveis e o entulho das obras.

   





 

 

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