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CML. Eleições Intercalares de 15 de Julho de 2007

Programas Eleitorais e Comentários  

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Causas do Divórcio

A primeira constatação que podemos fazer destas eleições intercalares é que as mesmas revelam um crescente divórcio entre os Partidos Políticos e a população de Lisboa. 

Esta é a razão porque os candidatos independentes, sem os recursos que os aparelhos partidários possuem, rapidamente adquiriram uma larga simpatia junto do eleitorado. Carmona Rodrigues, embora seja um dos principais responsáveis pelo descalabro da CML, não deixou de se apresentar como um vítima dos partidos políticos, e por este facto logo passou a desfrutar de uma boa posição nas sondagens. Onde reside este divórcio? Mais 

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  Independente - Helena Roseta

Declarações a reter: 

- Os aparelhos partidários afastaram os lisboetas da sua cidade ao bloquerem a participação cívica. A ideia rende votos, mas Lisboa exige muito mais.

- Retomar os concursos públicos na CML suspensos desde 1991, quando Jorge Sampaio era presidente da autarquia (9/06/2007).

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PSD - Fernando Negrão

Declarações a reter: 

- Durante o tempo da presidência de Santana Lopes (2002-2005) e de Carmona Rodrigues (2005-2007), o PSD andou a brincar, mas agora se Fernando Negrão fôr eleito a coisa é para ser levada a sério" ( um slogan plagiado do candidato do PS à Câmara do Seixal nas eleições autárquicas de 2005).

- O principal problema de Lisboa são os idosos, quanto ao resto pouco há a fazer. O concelho de Lisboa é do mais envelhecidos, só tendo paralelo nas zonas mais depremidas de Portugal. 

- É um crime retirar o Aeroporto de Lisboa, mesmo que isso implique elevados riscos para a sua população e prejudique seriamente a sua saúde. Se sair o turismo cairá 35%, as pessoas só vêem a Lisboa porque tem um aeroporto dentro da cidade. (Expresso, 26/5/2007).

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PS - António Costa

Declarações a reter:

- O caos em que Lisboa caíu resolve-se com mais "Rigor". Não é preciso mais dinheiro, mas uma melhor gestão. 

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  PCP - Ruben de Carvalho

Declarações a reter:

- Lisboa está em situação de falência não por ter sido dirigida por políticos incompetentes, mas pelo facto de António Costa, enquanto Ministro da Admnistração Interna ter imposto às câmaras medidas de contenção e controlo orçamental.

- Os dirigentes, assessores, funcionários, trabalhadores efectivos e a recibo verde, assim como os muitos outros que andam pela CML sem se saber o que fazem em concreto, todos eles estão desmotivados. Esta é a razão porque a CML não funciona há anos e presta um mau serviço à população. A única forma de resolver a situação é injectar mais dinheiro na CML para contentar toda a gente. 

- O Campo de Tiro do Monsante devia ser extinto. O principal pulmão da cidade está à largos anos a ser contaminado com toneladas de chumbo.

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  Bloco de Esquerda - José Sá Fernandes

Declarações a reter:

- Lisboa precisa do "Zé" para denúnciar os corruptos, os negócios ilicitos e agitar as águas pantanosas.

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- É preciso e urgente mais espaços verdes !

- Lisboa devia contrair mais um empréstimo para pagar as dívidas. Muitos na CML esfregaram as mãos de contentes ( a regabofe vai continuar se o Zé ganhar), muitos fora da Câmara ficaram desiludidos. O Zé começa a dar sinais de estar a acomodar-se ao sistema, ao secundarizar a necessidade de acabar com empresas municipais e serviços camarários. Passou a adoptar o discurso da manutenção dos postos de trabalho, incluindo de bandos de inúteis. Se continuar a insistir nesta tecla, Sá Fernandes arrisca-se a não ser eleito o que seria mau para a cidade. 

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  CDS-PP - Telmo Correia

Declarações a reter:

- A construção do Aeroporto da Ota é o principal problema de Lisboa, sendo tudo o mais  secundário.

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  Independente - Carmona Rodrigues

Declarações a reter:

- Um dos principais motivos de interesse deste candidato, não está nas suas ideias sobre Lisboa, mas nas razões que tem apresentado para o facto de ter sido expulso da CML. Não tem desiludido os lisboetas, mas esperamos muito mais:

a ) O maior problema da CML são as horas extraordinárias. Trata-se de uma prática instituida por João Soares (1995-2001) para aumentar ilegalmente os ordenados na Câmara, um sistema que depois foi generalizado a quase todo o pessoal. Estas alegadas "horas extordinárias" representam hoje mais de três dezenas de milhões de euros.

b ) Durante a gestão de Jorge Sampaio e João Soares número de funcionários na CML duplicou (1990-2001). Se os funcionários duplicaram, as viaturas ligeiras oficiais ao serviço de bandos de parasitas na autarquia mais do que triplicaram (de 185 passaram para 600). A  dupla Santana/Carmona prosseguiu a engorda da CML para satisfação das clientelas partidárias.

A expulsão de Carmona colocou em risco, segundo o próprio, o "emprego" de centenas de assessores partidários que foram encaixados na CML no últimos anos. A maioria nunca executou qualquer trabalho na autarquia, limitavam-se a andar a saltar de gabinete para gabinte ou de empresa para empresa, auferindo chorudos vencimentos. Lisboa tem estado literalmente a saque ! Carmona alega que neste ponto se limitou também a seguir uma prática anterior. João Soares tinham dezenas de assessores que nunca íam à CML, incluindo 6 tradutores de russo ( ! ). 

Face a uma verdadeira marabunda de inutéis que foram sendo encaixados na CML pelos diversos partidos, viu-se obrigado a criar um "Quadro Privativo de Pessoal" a fim de dar "cobertura" a cerca de 1.400 individuos com vínculos precários.  

d ) As práticas promiscuas de negócios entre a CML e as empresas privadas não foram inventadas pela dupla Santana/Carmona, mas como no resto eram uma prática corrente na autaquia no tempo de João Soares. Eram lançadas obras, como o Parque de Estacionamento da Praça de Figueira, sem contratatos, orçamentos, etc. No final o empreiteiro (Bragaparques), limitava-se a apresentar a factura à CML pelo preço que bem entendia. Na venda de terrenos ou concursos camarários, os vereadores do PSD, PS ou do CDS-PP limitavam-se igualmente a seguir as instruções dos compradores, eram estes que fixavam as condições, procedimentos e os preços a pagar. 

c ) Os empréstimos são um expediente corrente na CML. Na falta de dinheiro, não se corta nos desperdícios e em serviços inúteis, a prática corrente é contrair novos empréstimos. João Soares terá sido o grande mestre nesta matéria. É hoje evidente que Carmona não pensava pela sua própria cabeça, limitava-se a repetir o que João Soares fazia. O resultado foi o caos.

Estas afirmações espelham com toda a clareza o nível que se atingiu na gestão autárquica na capital de Portugal. (Expresso, 2/06/2007). Não admira que a CML esteja falida. 

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Estatísticas Eleitorais

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Arquivo

Eleições Autarquicas de 2005 . Programas Eleitorais

Eleições Autarquicas de 2001 . Programas Eleitorais

( O diagnóstico que então fizemos perspectiva já o pior dos cenários, que infelizmente se veio a concretizar)

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