Independente - Carmona Rodrigues
Declarações
a reter:
-
Um dos principais motivos de interesse deste candidato, não está nas suas
ideias sobre Lisboa, mas nas razões que tem apresentado para o facto de ter sido expulso da CML.
Não tem desiludido os lisboetas, mas esperamos muito mais:
a
) O maior problema da CML são as horas extraordinárias. Trata-se de uma
prática instituida por João Soares (1995-2001) para aumentar ilegalmente os
ordenados na Câmara, um sistema que depois foi generalizado a quase todo o
pessoal. Estas alegadas "horas extordinárias" representam hoje mais de três dezenas de milhões de euros.
b
) Durante a gestão de Jorge Sampaio e João Soares número de
funcionários na CML duplicou (1990-2001). Se os funcionários duplicaram, as viaturas
ligeiras oficiais ao
serviço de bandos de parasitas na autarquia mais do que triplicaram (de 185
passaram para 600). A dupla Santana/Carmona prosseguiu a engorda da
CML para satisfação das clientelas partidárias.
A
expulsão de Carmona colocou em risco, segundo o próprio, o "emprego" de
centenas de assessores partidários que foram encaixados na CML no últimos anos.
A maioria nunca executou qualquer trabalho na autarquia, limitavam-se a andar a saltar de
gabinete para gabinte ou de empresa para empresa, auferindo chorudos vencimentos.
Lisboa tem estado literalmente a saque ! Carmona alega que neste
ponto se limitou também a seguir uma prática anterior. João Soares tinham
dezenas de assessores que nunca íam à CML, incluindo 6 tradutores de russo ( !
).
Face
a uma verdadeira marabunda de inutéis que foram sendo encaixados na CML pelos
diversos partidos, viu-se obrigado a criar um "Quadro Privativo de
Pessoal" a fim de dar "cobertura" a cerca de
1.400 individuos com vínculos precários.
d
) As práticas promiscuas de negócios entre a CML e as empresas privadas não
foram inventadas pela dupla Santana/Carmona, mas como no resto eram uma
prática corrente na autaquia no tempo de João Soares. Eram lançadas obras,
como o Parque de Estacionamento da Praça de Figueira, sem contratatos,
orçamentos, etc. No final o empreiteiro (Bragaparques), limitava-se a
apresentar a factura à CML pelo preço que bem entendia. Na venda de terrenos ou
concursos camarários, os vereadores do PSD, PS ou do CDS-PP limitavam-se
igualmente a seguir as instruções dos compradores, eram estes que fixavam as
condições, procedimentos e os preços a pagar.
c
) Os empréstimos são um expediente corrente na
CML. Na falta de dinheiro, não se corta nos desperdícios e em serviços
inúteis, a prática corrente é contrair novos empréstimos. João Soares terá
sido o grande mestre nesta matéria. É hoje evidente que Carmona não pensava
pela sua própria cabeça, limitava-se a repetir o que João Soares fazia. O
resultado foi o caos.
Estas
afirmações espelham com toda a clareza o nível que se atingiu na gestão autárquica na capital de Portugal.
(Expresso, 2/06/2007). Não admira que a CML esteja falida.
Site
da candidatura: Consultar
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