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Arquivo
Histórico da antiga Junta de Freguesia do Campo Grande ( -2013)
Testemunho
Jornal da Praceta fez formalmente
um convite a Valdemar António Fernandes de Abreu Salgado, o último presidente da
Junta de Freguesia do Campo Grande para deixar o seu testemunho de três mandatos
(2002-2013). Prometeu-nos que o faria em Novembro de 2015 e ainda continuamos à
espera, somos pacientes.
O Fim da Junta
de Freguesia do Campo Grande
(notas de uma junta de freguesia
extinta)
A população do Campo
Grande, em 2013, recebeu com total indiferença a notícia que a "sua" Junta de
Freguesia iria acabar. A maioria dos fregueses sentiu um verdadeiro
alívio ao confirmar-se a sua extinção. Qual foi a utilidade da Junta nas
últimas décadas? Os testemunhos que recolhemos são muitos e variados, mas os
mais referidos foram dois:
O arranjo dos logradouros (particulares) no Bairro das Caixas
e a escandalosa promoção do negócio (particular) do Auto-Parque
Lins do Rêgo, a que se associou depois o Banco Santander (espanhol).
Jardim da Rua José Lins
do Rego
Um caso que fez correr muita tinta, e que ilustra
como grupos mafiosos dominam a CML, a Assembleia Municipal e as Juntas de
Freguesia. |
A
esmagadora maioria mostrou-se todavia incapaz de identificar um único trabalho realizado
pela Junta. Um vasto grupo de fregueses atribuíram aos
membros da Junta práticas que nos recusamos a publicar, por serem
ofensivas da dignidade dos cargos, não dos eleitos, de tal forma miserável foi o
seu comportamento.
O problema é que as alterações políticas
em 2013 persistiram no mesmos erro ao juntarem num única a três freguesias (Alvalade, Campo
Grande e S. João de Brito). A nossa posição é conhecida: em concelhos urbanos,
como Lisboa, as juntas de freguesia deviam ser simplesmente extintas.
As actuais juntas, como temos
demonstrado, tornam-se escolas de malandragem e de corrupção de uma multidão de
parasitas ligados aos aparelhos partidários. Está por provar que podem ser
outra coisa.
Ao insistir-se na instituição das
juntas, perdeu-se uma enorme oportunidade para clarificar as
responsabilidades da CML, mas também da eleição de efectivos representantes
dos bairros à assembleia municipal.
A junta de Freguesia do Campo
Grande tornou-se ao longo dos anos num dos piores exemplos de gestão autárquica:
uma verdadeira escola de malandragem que atuavam na mais completa das
impunidades.
Fins de 2013 | |
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Arruamentos:
Relação
Símbolos:
Orago,
brasão e bandeira
População:
Dados Estatísticos
Últimos Presidentes
A antiga junta de freguesia do
Campo Grande não teve sorte com os seus dois últimos presidentes tão
desqualificados os mesmos eram para as necessidades da freguesia.
Valdemar Salgado (PSD).
Depois de se reformar, dedicou-se à politica e calhou-lhe logo assumir a
presidência da junta em 2002, devido à desastrada presidência de Joaquim
Leitão da Rocha Cabral. Ficou na junta até 2013. Ninguém o conhecia no
inicio e também muitos poucos conseguem dizer algo que tenha feito no fim do
último mandato, apesar dos rios de dinheiro gastos na promoção da sua figura.
Nunca se podia confiar na sua palavra: aos moradores dizia uma coisa e na
assembleia municipal, por exemplo, afirmava o contrário.
Joaquim Leitão da Rocha Cabral
(PS). Este engenheiro ligado à industria nuclear, fez parte do I, II e IX
governo constitucional. Passou pelo Governo de Macau (1987-1989), chefiado por
Carlos Melancia, que veio a ser acusado de corrupção passiva (Caso do
Fax de Macau). Em 1992 assumiu a presidência da junta de freguesia do Campo
Grande, cargo que só abandonou em 2001, tendo falecido a 17/1/2003. Como
presidente da junta foi um verdadeiro desastre.
A partir de 1997 deu cobertura a
um bando de mafiosos, que a pretexto da construção de parques privados de
estacionamento em jardins públicos procuravam apropriarem-se de terrenos
camarários. Os moradores do Campo Grande alertados para a atividade criminosa
que estava em marcha, organizaram-se e lutaram durante mais de 15 anos contra o
bando de mafiosos que contava na CML com grande número de cúmplices.
Mais
Durante os seus desastrados
mandatos (1992-1995; 1996-2001), o Campo Grande foi voltado ao mais completo
abandono, tornando-se na zona de maior criminalidade da cidade de Lisboa. O
edificio da junta estava rodeado de um verdadeira lixeira, nada o parecia
incomodar.
Sofreu um pesada derrota
eleitoral em 2002, por um candidato totalmente desconhecido proposto pelo PSD. | |
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Freguesia
- Universidade
(A Freguesia do Campo Grande já não
existe, esperamos que a nova junta seja mais sensível para estas questões)
"Uma
freguesia ao abandono !"
(Março de 2004)
Numa época de contenções
orçamentais, a Junta de Freguesia do Campo Grande desdobra-se em acções
promocionais do seu presidente & companhia no executivo. Nenhum outro
propósito se vislumbra nas mesmas. Uma coisa é certa: quem paga esta
montra de vaidades são sempre os mesmos - os contribuintes. Os problemas
da freguesia esses estão a ser completamente ignorados. O actual
executivo é da mesma cor política do partido que está à frente da CML (PSD,
logo não convém fazer criticas sobre a forma como a cidade está a ser
gerida. Pelos vistos não aprenderam nada, com a experiência do anterior
executivo (PS).

"Aeroporto
enche de medo população das Redondezas", JN,6/7/2002
Nas raras vezes que o executivo da junta de
Freguesia, eleito em 2002, se referiu em concreto
aos problemas da Freguesia, foi a 6 de Julho de 2002, numa entrevista ao Jornal
de Notícias, revelou que os moradores andavam ( e andam) receosos que um dia qualquer
um avião lhes caía em cima. Queixavam-se (e queixam-se) do ruído provocado
pelos aviões. O Presidente da Junta do Campo Grande, falando para um jornal do
Porto, mostrava-se igualmente preocupado com a situação, afirmando: "Moro
num oitavo andar a 500 metros do Júlio de Matos e costumo dizer, por
brincadeira, que um dia destes acordo com um avião à cabeceira."
Boletim da Junta de
Freguesia A Junta continua a
surpreender os moradores do Campo Grande. Apesar de afirmar que os recursos
são limitados, continua a publicar luxuosos boletins sem informação que
justifique a sua edição. Trata-se de uma feira de vaidades para aspirantes a políticos populistas. O
boletim de Outubro de 2003 faria corar de
inveja Voltaire, o célebre autor de "Cândido". É quase
impossível imaginar uma freguesia mais feliz do que aquela que os redactores do
Boletim se esforçaram em descrever.
Lendo-o, nem uma palavra se encontra
sobre os problemas da Freguesia. Tudo é omitido: o lixo e os buracos nos
passeios e ruas da freguesia. O aumento da criminalidade e da poluição na zona.
A degradação dos espaços verdes. A transformação do Jardim do Campo Grande num
local de prostituição e criminalidade. O aumento de construções
clandestinas nos logradouros do bairro. O fim dos apoios à pratica desportiva
promovido pelas colectividades, como o xadrez. Etc. Etc.
Nem uma única palavra é escrita sobre os
problemas da Freguesia, muito menos do famigerado Auto-Parque Lins do Rêgo. A
Junta depois da embrulhada em que meteu os moradores, procura agora
distanciar-se da negociata A verdade é que toda a informação
relevante do citado Boletim se reduz em afirmar que a Junta vai prosseguir no arranjo
de uma série de logradouros, contribuindo desta forma para diminuir as
lixeiras na Freguesia. Facto que louvamos a iniciativa.
Sinais de uma
Mudança? O último Boletim da
Junta (datado de Fevereiro, mas distribuído em Março de 2004), parece
revelar uma mudança na política desta Junta. O seu presidente, lembra que
na sessão do dia 3 de Fevereiro na Assembleia Municipal de Lisboa, apelou a
uma urgente intervenção da CML para proceder à
requalificação do Jardim do Campo Grande e ao "aproveitamento
do espaço entre os logradouros traseiros dos Bairro das Caixas, actualmente
ao abandono e servindo de lixeira a céu aberto". Estamos perante
uma efectiva mudança de política ou uma simples operação de cosmética
caseira? Das
poucas coisas que se fala, é da transformação do que resta da única "retrete
pública", num "cibercafé". Resultado: a partir de agora, ao
visitante do jardim só resta fazer as suas necessidades atrás das árvores..
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A
"retrete pública" que a Junta de Freguesia quer ver
transformada num Cibercafé, pondo fim aos sanitários públicos no local.
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Cartões
de Parabéns É sabido que na Freguesia
do Campo Grande abundam os problemas: lixo e lixeiras por todo o lado,
passeios esburacados, aumento da criminalidade e da poluição, espaços
verdes abandonados, proliferação de barracas clandestinas, etc, etc.
Apesar destes graves problemas, a Junta de Freguesia eleita em Dezembro de 2001,
centrou a sua actividade noutro tipo de preocupações, como o de
felicitar os moradores no dia do seu aniversário. A iniciativa que indignou
muitos moradores, acabou por ser suspensa um ano depois.
Cartões de Boas Festas
Aproveitando a
época natalícia, o actual executivo da Junta, aproveitou para se dar à
conhecer aos moradores. Ninguém os conhecia desde que foram eleitos, e nada
fizeram para que fossem notados. Delapidando os parcos recursos da Freguesia
resolveram enviar a todos os moradores um luxuoso cartão de boas festas, com
uma artística fotografia em grupo.

Janeiro de 2003 | |
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Ausência de
Informação A Junta de Freguesia
do Campo Grande à semelhança da maioria das restantes Juntas na cidade de
Lisboa limita-se a "prestar contas" apenas de 4 em 4 anos. É na
altura das eleições que habitualmente se faz um balanço do que foi prometido
e realizado. Fora deste período extraordinário a ausência de informação
quase completa. Os motivos são vários:
1. Não há nada
para dizer.
A Junta limitou-se a gastar o seu orçamento em despesas de funcionamento e a
prestar alguns serviços mínimos.
2. Alheamento.
Os eleitos estão convictos que não tem que prestar contas pelos seus actos
fora dos períodos acima assinalados. A verdade é que os que os elegeram mal
termina o acto eleitoral, desligam-se também do que se passa nas Juntas de
Freguesia, a maioria dos eleitores assume esta atitude por estar convencida que
se tratam de orgãos inúteis na gestão da cidade de Lisboa.
3. Propaganda.
Ocasionalmente a Junta publica um ou outro boletim para assinalar a sua
existência, facto que só aos funcionários e eleitos parece ter alguma
relevância. A "informação" prestada confunde-se quase sempre com a
mera propaganda. Mais
Não se trata, como
dissemos de um caso isolado, mas de um prática corrente na
maioria 53 juntas de freguesia que possui a cidade de
Lisboa. É por esta e muitas outras razões que urge acabar com a actual
Câmara Municipal de Lisboa, de forma a permitir o acesso dos cidadãos a uma
efectiva participação cívica na gestão da cidade. | |
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Uma
campanha que deu frutos!
Imagens
e textos da campanha que fizemos contra a barracaria que envolvia o edifício da
Junta de Freguesia do Campo Grande. Tardou,
mas acabou por acontecer. A Junta de Freguesia do Campo Grande, em Março de
2003, resolveu limpar o lixo e a barracaria que envolvia o seu edifício.

Mesmo em frente da Faculdade de Ciências de Lisboa,
o edificio da Junta de
Freguesia, o Museu da Cidade de Lisboa rodeados de barracas. Lixo pela
frente e lixo a trás: barracas, entulho, latas e pneus velhos, etc.". Eis o exemplo edificante que a CML e uma Junta
de Freguesia dão aos moradores.


A fachada do edifício da Junta de Freguesia tem o
aspecto de uma autentica lixeira. Facto que tem provocado frequentes confusões,
entre quem tem lixo deitar fora e julga ter encontrado o local apropriado. Foi
talvez por esta razão que no local foi afixada uma placa que previne os mais
desprevenidos que nem sempre aquilo que parece é. Não se esqueça: "É proibido
deitar lixo" no local !. | |
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