Jornal da Praceta


Informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito )

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Museu da Cidade de Lisboa

Mudança ?

Em 2013 a direcção do Museu da Cidade mudou. Foi com enorme satisfação que os visitantes do facto. Desde então esperam (e desejam) com alguma ansiedade que ocorram mudanças profundas no museu. A situação anterior era um verdadeiro crime público, tal era a dimensão do laxismo e da incompetência.

Estacionamento

Durante  muitos anos a Direcção do Museu da Cidade transformou a entrada num caótico parque de estacionamento  para os respectivos funcionários. Estes estacionam por todo o lado: na relva, canteiros de flores, passeios, etc. Por mais estranho que pareça, neste local,  existem várias placas indicando é proibido estacionar. Os funcionários da CML acham-se acima da lei.

Em caso de incêndio os bombeiros encontrarão as entradas do Museu completamente bloqueadas. Uma singular preocupação com as questões da sua segurança, a não ser que o objectivo seja criar as condições para a destruição total dos seus acervos. 

Os visitantes apesar de terem passeios, são obrigados a circular nas ruas. 

Este é o exemplo que a CML dá aos cidadãos nacionais e estrangeiros das regras de estacionamento que vigoram na cidade: a bandalhice !

O museu no seu interior foi alvo de importantes mudanças entre 2013 e 2017, mas o estacionamento caótico e ilegal dos funcionários camarários continua. A bandalhice continua!

O pequeno largo em frente do Museu da Cidade foi transformado num parque privativo dos funcionários da CML. 

As viaturas dos funcionários camarários, a esmagadora maioria das que se encontram no local, estão todas devidamente identificadas.  

Os funcionários camarários estacionam preferencialmente nos passeios, mas também no relvado e até nos canteiros, dando desta forma o exemplo aos visitantes.

Fotos tiradas no dia 15/10/2003. Temos uma vasta colecção. 

Organização

Quem visita este museu espera encontrar um conjunto que peças representativas das várias épocas da cidade de Lisboa, mas o que aqui encontra são peças avulso cuja ligação e contexto histórico ninguém percebe. É inconcebível que dezenas de funcionários que aqui trabalham não consigam fazer melhor.

Muitas das mais interessantes peças do museu, por incrível que pareça, estão amontoadas nas chamadas "reservas", isto é, espalhadas por escadas, salas de trabalho, gabinetes, etc., sem as mínimas condições de segurança e de preservação do acervo patrimonial. Um crime!

Património

A nora do Museu da Cidade foi durante longos anos um dos motivos mais interessantes do edificio. Testemunhava a dimensão rural dos palacetes nos arredores da cidade, mas também mostrava aos visitantes um dos engenhos mais utilizados para tirar água nesta região do país. Neste sentido a nora foi sempre cuidadosamente preservada, mas actualmente encontra-se num estado de completa ruína, rodeada de lixo por todos o lados. Facto só por si espelha a incúria como o património da cidade está a ser tratado.

O que resta da Nora do Museu da Cidade é artisticamente rodeado de caixotes do lixo, pedras, entulho de obras e tudo o que calha. A partir da rua  esta é primeira visão que o visitante têm do conteúdo do Museu 

A imagem que se lhe apresenta não pode ser mais elucidativa da singular forma de como se preserva e expõe o património da cidade de Lisboa. (foto: 2004)

Ao fundo, sempre enquadrada pelos omnipresentes caixotes do lixo e entulhos variados, destaca-se a estátua original da Eça de Queirós que esteve num largo junto ao Chiado.

Palavras para quê? O Eça já disse tudo sobre este tipo de gentalha que hoje trata a sua memória desta maneira.

É suposto que o Museu da Cidade de Lisboa entre outras missões, tenha a de divulgar o património da cidade em todas as suas dimensões. Só o conhecendo os munícipes estarão mais predispostos preservá-lo e a valorizarem aquilo que a todos pertence.  A verdade é que este museu, nos últimos tempos, quase nada têm feito para corresponder a este objectivo.  

Indignidade

A Administração Pública em Portugal,  é conforme se confirma uma vez mais, um dos principais obstáculos ao desenvolvimento económico, social e cultural do país. 

Aquilo que especialistas internacionais constataram recentemente, após aprofundados estudos, é para todos aqueles que moram e trabalham no Campo Grande uma evidência quotidiana.  O melhor exemplo é dado pela forma como funciona e actua a CML ou a Junta de Freguesia no exercício das suas funções constitucionais: uma indignidade ! Consomem enormes recursos dos contribuintes, mas prestam um serviço indigente.

Se não se alterar rapidamente este estado de coisas, dificilmente o país deixará de ser aquele que na União Europeia apresenta os piores indicadores de qualidade de vida dos seus cidadãos. 

Uma coisa é certa: Os responsáveis por este estado de coisas têm nomes, ocupam cargos públicos ou são remunerados pela comunidade que formalmente servem. O Jornal do Campo Grande irá divulgar de forma sistemática casos paradigmáticos desta incúria que diariamente nos são relatados.

Carlos Fontes

   





 

 

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