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Avenida do
Brasil
Urbanismo ou Atentados Urbanos ?
Quem passa pela Avenida da Brasil
(antiga Avenida Alferes Malheiro) dificilmente consegue imaginar que a mesma foi em tempos considerada uma das mais belas de Lisboa.
Nas
últimas décadas os sucessivos atentados urbanísticos promovidos pela Câmara Municipal de Lisboa, contribuíram de foram decisiva para a situação
deprimente em que hoje se encontra. Dirigentes e funcionários incompetentes em
vez de melhorarem o que encontraram, promoveram a desqualificação de uma das
zonas nobres da cidade de Lisboa. Passear à noite nesta avenida, onde a criminalidade tem vindo a
aumentar, tornou-se numa verdadeira aventura para os seus moradores.
Nos
próximos dias vamos apresentar alguns exemplos elucidativos do caos
urbanístico que reina nesta artéria da cidade.
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Onde Onde existiam canteiros
de flores estão hoje plantados automóveis e até camiões ! Quando chove
o que resta dos canteiros transforma-se num lamaçal.
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Aspecto antigo do edifício |
Aspecto atual do edificio |
Entrada da Avenida do Brasil pelo Campo Grande.
Onde existia
um conjunto equilibrado de edifícios, a CML, promoveu uma arquitectura de
subúrbios degradados. Para aumentar os problemas com o estacionamento, as garagens
destes edificios são exíguas ou estão transformadas em armazéns. Tudo foi autorizado ou realizado com a conivência
dos dirigentes e funcionários do município de Lisboa.
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Entrada da Avenida do Brasil pelo Campo Grande (lado
sul).
Os melhores exemplos da
arquitectura modernista local foram destruídos ou então completamente
mutilados pelas novas construções envolventes. Mais um exemplo da gestão
urbanística da CML, onde é notória ausência de qualquer critério que
não seja a especulação imobiliária. O resultado final foi a
desqualificação de mais uma zona da cidade.
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O
edificio que existia (em ruinas) foi demolido. Os moradores esperavam
que o local fosse requalificado, mas tudo continuou na mesma. |

O local em Outubro de 2015. A degradação
continua. |
Andando poucos metros na Avenida do Brasil, vindos
do Campo Grande, encontramos a primeira lixeira.
Em plenas traseiras da Igreja do Campo
Grande deparamo-nos com um
verdadeiro depósito de pneus e de lixo, onde não faltam automóveis. É
este edificante cenário que contemplam quotidianamente os moradores e todos
aqueles que aqui aguardam por um transporte de passageiros. A

A zona mais movimenta das
paragens
de autocarros é um verdadeiro caos. Os que esperam pelos autocarros e os que
passam pela rua têm que andar entre mil e um obstáculos num ambiente degradado.

As árvores que existiam foram derrubados, mas o que
resta dos seus "coutos" serve de caixote do lixo onde os pombos procuram
alimento.

As
elegantes vivendas e os prédios de três andares no princípio da Avenida do
Brasil foram substituídos por edifícios copiados dos que
se podem observar nos subúrbios de Lisboa. O resultado é simplesmente
deprimente, impressão agravada por varandas fechadas com inestéticas
vidraças.
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