Jornal da Praceta


Informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito )

Casos

    Anterior

Quem anda a destruir a ginkgo biloba?

A Ginkgo Biloba quando foi inaugurada a Escola Secundária Rainha Dona Leonor a 21 de Janeiro de 2011

Parece impossível mas acontece. No passeio defronte da Escola Secundária Rainha Dona Leonor, na freguesia de Alvalade em Lisboa, no passado dia 3 de Abril de 2015, um energúmeno resolveu serrar uma árvore - Ginkgo Biloba - que aí foi plantada aquando das obras de remodelação deste estabelecimento escolar. Mais

 

 

 

Racismo ?

Para "afugentar" a comunidade cigana, muitos comerciantes do Campo Grande  resolveram colocar sapos à entrada nos estabelecimentos comerciais. Garantem que desta forma os roubos diminuíram. Um caso que foi noticia em todo o país.

Ciganos, Sapos e Comerciantes

Os comerciantes do Campo Grande queixam-se que são frequentemente roubados. Nada  disto seria noticia não fossem os mesmos terem desenvolvido um inovador expediente para diminuírem os roubos, colmatar a falta de policiamento e afastar aqueles que são apontados como os potenciais larápios: os portugueses de etnia cigana.

A sua grande e ingénua inovação foi espalharem sapos pelas lojas. Há nas lojas do Campo Grande sapos de todos os tipos: em plástico, cerâmica ou até em simples reproduções de fotocópia. Afirmam que os ciganos acreditam (? ) que lhes dá azar se roubarem após terem visto um sapo.

Estamos obviamente perante uma atitude claramente discriminatória, na medida que identifica todo e qualquer cigano como um potencial ladrão. Isto mesmo o constatou uma jornalista do Público (13/1/2004) quando entrevistou vários comerciantes da Avenida do Brasil.

O problema é todavia mais profundo. É um facto que a comunidade cigana residente nesta zona da cidade de Lisboa é sistematicamente apontada como estando envolvida distúrbios, roubos, agressões físicas contra os empregados e donos dos estabelecimentos comerciais e muitos outros actos condenáveis. Apesar disto são poucas as queixas apresentadas à polícia. Algumas das suas vítimas disseram-nos que se não apresentaram queixa foi porque ou têm medo das represálias, ou acham que não serve de nada: "A polícia não actua". Esta é uma dimensão do problema que não pode ser escamoteada. 

A outra dimensão, quanto a nós a mais grave de todas, diz respeito ao problema da integração desta comunidade. O Bairro das Murtas era antes dos realojamentos um dos "supermercados" da droga na cidade de Lisboa. Ainda está na memória dos moradores da zona, as mediáticas rusgas policiais aqui efectuadas. 

Embora conhecendo estes antecedentes, os serviços públicos limitaram-se a financiar a construção de casas para realojar esta comunidade na Rua das Murtas, mas não pensaram num projecto para a sua inserção social e profissional. Nem sequer tentaram estabelecer um diálogo os ciganos e os restantes moradores. Resultado: a desconfiança mantém-se. Ora se este trabalho de integração social não for realizado os problemas tendem a persistir, senão mesmo a agravarem-se.

Carlos Fontes

Sabia que no Campo Grande existe uma importante comunidade de portugueses de etnia cigana?

A Estranha História da Proliferação de Sapos em Estabelecimentos Comerciais no Bairro. Qual a explicação para este fenómeno?.  Fomos saber a razão destas preferências e leia as conclusões. Não dá para acreditar.

A Carta de um morador da Rua das Murtas à CML e que nunca obteve teve respostaUm exemplo da insensibilidade camarária aos problemas sociais das minorias étnicas.

O Problema da Integração da Comunidade Cigana: Uma questão em Aberto. Falamos sobre o assunto com professores e alunos das escolas do Bairro, leia as suas opiniões

Saber mais

   
 
 

Entrada