Jornal da Praceta

informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito )




















Jardim do Campo Grande - Jardim Mário Soares






 



 

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Recuperação da zona sul

No dia 25 de Abril de 2018 a Câmara Municipal de Lisboa inaugurou finalmente as obras de requalificação da zona sul do jardim do Campo Grande. Aproveitou a ocasião para prestar uma homenagem a Mário Soares. Em pleno jardim, mesmo em frente à sua residência no Campo Grande, foi inaugurado um pequeno monumento evocativo. Foi-lhe também dado o seu nome ao próprio jardim.

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A zona sul jardim do Campo Grande era popularmente conhecida pelas "piscinas", onde gerações de crianças brincaram durante o verão. A sua enorme esplanada era um ponto de encontro obrigatório dos estudantes da Universidade de Lisboa. É também conhecido o criminoso abandono que a CML votou todo o espaço. Em 2012 as piscinas  municipais foram entregues a uma empresa privada (Ingespor) numa típica negociata camarária. O objectivo era criar neste espaço um grande ginásio com múltiplas valências. 

Apenas em Novembro de 2014 foram montados taipais à volta das antigas piscinas. O inicio das obras só ocorreu em 2016 . A data de abertura do ginásio foi anunciada para Janeiro de 2017, mas em Abril ainda não tinha sido inaugurado, muito embora cerca de 15 mil pessoas já tivessem pago avultadas inscrições ....

A  abertura do ginásio dos espanhóis da Ingesport foi sucessivamente adiada, e lá acabou por abrir no dia 17/04/2017 .

Projecto da Ingesport para o Jardim do Campo Grande (zona sul). A concessão dada pela CML à Ingesport é de 40 anos.

Foto: 29/4/2018

jardim do campo grande

Foto: Novembro de 2017

As obras de requalificação da zona sul arrancaram em Outubro de 2016, com um excelente ritmo. Porém, pouco depois pararam. Durante meses quase nenhuma atividade foi registada. Em Novembro de 2017 era esta a imagem das obras no lago. Atrasos? Garantiam-nos na altura que não, tendo em conta o tempo que levaram a concluir as obras na zona norte do jardim, realizadas de 1 de Setembro de 2012 a Novembro de 2013. À semelhança do que ocorreu na zona norte, as obras de requalificação estavam longe de estar concluidas à data da inauguração (25/04/2018).

A reabilitação do jardim implica só por si uma profunda mudança nesta zona da cidade, dada a sua centralidade em Alvalade. Um dos projectos ganhadores do Orçamento Participativo de 2016 na CML prevê a construção no jardim de uma passagem aérea ligando a zona sul à norte.

Porcaria de Cães

 O lado norte do Jardim do Campo Grande foi totalmente requalificado. Foi construído um amplo espaço para os cães socializarem e fazerem as suas necessidades fisiológicas. Os donos dos cães entenderam todavia que se tratava uma limitação para à sua ação. Os cães passaram a andar soltos pelo jardim empestando de porcaria os relvados, contaminando os solos, espalhando doenças e destruindo os arbustos.

Requalificação e Invasão de Traficantes de Droga

A zona norte do jardim do Campo Grande, depois das obras de requalificação, constitui presentemente um dos espaços mais animados de Alvalade devido à enorme afluência de estudantes e moradores. Os tradicionais "amigos do alheio" estão de volta ao local, onde aliás nunca chegarem a sair. Mais preocupante o vandalismo e o tráfico de droga que à vista de todos começa (de novo) a proliferar.

Zona Norte

O Fim da Alameda das Palmeiras no Jardim do Campo Grande

Durante décadas constituíram uma das imagens mais marcantes do jardim. Nos últimos anos assistimos à sua morte. Garantem-nos que em breve nem uma restará. Mais

Requalificação

António Costa, com grande aparato mediático, no dia 24/3/2011 apresentou um mega-projecto para reabilitação do jardim do Campo Grande. Prometeu que em breve seria recuperado o "Caleidoscópio" , o ringue de patinagem, os cortes de ténis, o lago, etc., etc.

O discurso não era novo. João Soares, Santana Lopes, Carmona Rodrigues e outros prometeram o mesmo, mas resultado foi sempre o mesmo: abandono e degradação do espaço público.

A custo as obras de recuperação da zona norte do jardim, arrancaram só a 1 de Setembro de 2012. Os trabalhos  avançaram muito devagarinho, para só estarem "concluídos"  perto das eleições autárquicas ( 29 de Setembro de 2013 ). A incompetência foi tal que ó jardim só foi reaberto em Novembro, mas sem as obras estarem concluídas.

O "Caleidoscópio" foi cedido em Março de 2011 à Universidade de Lisboa (UL), para ser transformado num centro académico.  A Universidade de Lisboa que prometeu uma recuperação rápida do Caleidoscópio, não tardou a alegar falta de verbas para iniciar as obras. A solução passou por encontrar um parceiro para explorar o edificio e financiar as obras. O parceiro encontrado foi a McDonald`s que construiu um restaurante (140 lugares), uma esplanada (60 lugares) e um McDrive. O Centro Académico acabou por ser aberto, mas muito mais tarde (princípios de 2016).

Os Cortes de Ténis e o ringue de patinagem foram entregues também a UL que os transformou em campos de Padel.

O lago e a "Ilha" foram recuperados. A "tasca" imunda que ocupava a ilha deu lugar a um café-restaurante bastante agradável.

Foi criado um espaço canino.

O jardim foi iluminado;

Após estas sucessivas obras, a parte norte do Jardim do Campo Grande, adquiriu uma vida que já não conhecia desde os anos 80 do século XX quando foi votado ao mais completo abandono por parte da CML.

Devido ao incontrolável ataque do escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus ) a emblemática Alameda das Palmeiras está a desaparecer, dezenas das quais já morreram. Muito em breve não restará nem uma.

Imagem da parte do jardim do Campo Grande reabilitada. Janeiro de 2015

Restaurado o Monumento aos Jardineiros de Lisboa

Após longos anos ao abandono, o único monumento que faz uma homenagem aos jardineiros da cidade, datado de 1985, foi finalmente restaurado. Na abertura ocorreu no dia 29/12/2015, perante a  mais completa indiferença, nomeadamente por parte dos homenageados.

 
 

 

Aprenda Matemática no Jardim do Campo Grande

Uma das curiosidades da requalificação deste jardim (Agosto de 2012- Novembro de 2013) é um percurso por acontecimentos que desde Pedro Nunes marcaram o desenvolvimento desta ciência. Foram também instalados jogos e equipamentos para estimular o cálculo e a flexibilidade mental. Passados três anos quase tudo foi vandalizado pelo estudantes das universidades nas suas contínuas praxes. Mais

 

 
 

 

Privatização Equipamentos Desportivos Municipais

A CML, incluindo a Assembleia Municipal e as 53 Juntas de Freguesia andaram durante anos a alimentar bandos de parasitas, encontrando-se actualmente falida e endividada. Há muito tempo que deixou de ter recursos para sustentar muitos dos equipamentos culturais e desportivos da cidade. Um a um foram sendo abandonados, como as conhecidas piscinas do Campo Grande, Areeiro e Olivais. 

Face a este panorama, a CML dirigida por António Costa (2007-2014), em vez de fazer uma profunda reforma na CML de modo a acabar com a parasitagem, optou pelo processo mais simples: manter a parasitagem e alienar os equipamentos desportivos e culturais da cidade.

A prosseguir esta política, dentro em breve, a CML deixará de prestar qualquer serviço aos municipes, concentrando-se apenas na recolha de recursos públicos para alimentar uma estrutura parasitária. 

 

 
 

 

Arquivo

Durante longos anos o jardim e os equipamentos do Campo Grande foram votados ao mais completo abandono. O vandalismo e a criminalidade passaram a imperar nestes espaços públicos de lazer. A mudança, também muito lenta, começou em 2013.

Jardim do Campo Grande: Abandono e Vandalismo (I)

A CML,  em Abril de 2003, anunciou que iria promover a re-qualificação do jardim. A partir daqui foram sendo anunciados vários mega-projectos para a recuperação do Jardim que nunca concretizados.

Jardim do Campo Grande: Mega-Espaço Jovem (II)

A incúria da CML não tinha limites. O património artístico que lhe está confiado no Jardim do Campo Grande foi abandonado. Alguns exemplos: Painéis de Azulejos de João SeguradoPainel de Azulejos de Júlio Pomar Estátua de Canto da Maia Lisboa de Jorge Barradas. Ninguém apurou responsabilidades, o desleixo na autarquia é total.

Jardim do Campo Grande: Património ao abandono (III)

O abandono que a CML havia votado o Jardim reflectia-se em toda a sua envolvente. A Alameda da Universidade estava um caos, mas não só...

 

 
 

 

 
     





 

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