Jornal da Praceta

FUNDADO EM JUNHO DE 2001

Informação sobre a freguesia de Alvalade

( Campo Grande, São João de Brito e Alvalade)

EDITORIAL

 

 

 

 

Juventude ?

Quem observou José Borges, assim como analisou as referências que lhe foram feitas nos discuros, no dia 2/5/2918, aquando da sua tomada de posse como presidente da Junta de Freguesia de Alvalade não, certamente que reparou que a questão da idade foi o aspecto mais referido. Em surdina ouvimos vários comentários: É jovem demais, ainda não tem a experiência que o cargo exige. É mais um dos "boys" do PS. O que é que conhece de Alvalade ?, perguntavam alguns. O José Ferreira (tesoureiro da Junta), outro homem dos sete ofícios, esforçava-se por lhe dar indicações e o apresentar a alguns dos presentes.

José Borges, face a estes esperados comentários, trouxe consigo a familia, assumiu uma pose formal, cortou o cabelo, colocou uma gravata verde, e no seu casaco escuro e calças cinzentas, garantiu aos presentes que não era mais uma "ave de arribação" como os André Moz Caldas" depois do Natal de 2015. Seria um "presidente a tempo inteiro". A questão, como sabemos, não está na sua juventude ou na sua pouca experiência, mas nas suas competências e engenho para enfrentar os desafios políticos que agora irá enfrentar. Uma avaliação que só poderemos fazer se lhe dermos tempo. Deixem o rapaz a trabalhar...

Era inevitável !

André Moz Caldas, eleito para um segundo mandato a 1/10/2017, acaba de anunciar que se irá retirar (7/3/2018). A sua situação, como temos referido, foi-se tornando insustentável dada a enorme descoordenação em que estava mergulhada a Junta de Freguesia de Alvalade, devido às ausências cada vez mais prolongadas do seu presidente.

Ao anunciar a sua saída fez questão de anunciar o seu sucessor - José António Barbosa Borges -, o vogal da junta que já tinha a função de assinar os "papéis" na sua ausência.

Á semelhança de André Móz Caldas, quase nada conhecemos do seu percurso profissional. Trata-se de jovem nascido a 27/1/1989, que veio para Lisboa com seis anos de idade. Licenciou-se em Direito na Universidade Nova de Lisboa (1/2/2011). Ainda frequentou na mesma universidade um mestrado na Área de Ciência Jurídica Forense. Nesta altura já era um membro ativo na Juventude Socialista. Em 2012 integra a Comissão Nacional da JS, e em 2014, é já um dos representantes da JS na CN do PS.

Em 2011 começa as suas primeiras experiências profissionais: colabora na realização dos Censos de 2011, do INE. No ano seguinte estagiou, durante três meses, na na BNP Paribas (Lisboa). Em 2013, durante 6 meses, trabalha como técnico na Companhia de Seguros Allianz Portugal, S. A (Lisboa).

O Partido Socialista lança-o nas eleições autárquicas de 2013: Exerce as funções de deputado na assembleia municipal de Lisboa, membro da assembleia de Freguesia da Penha de França. Ainda em 2013, passa a desempenhar a funções de técnico assistente do Banco de Portugal (concurso público).

Em 2014 protagoniza um episódio hilariante. Durante as primárias no PS, que opuseram António Costa a António José Seguro cria um blogue "António", onde compara Seguro a Hitler. Comentário que levou ao fim do blogue.

Em 2016, o secretário de estado dos assuntos parlamentares, Pedro Nuno de Oliveira Santos, nomeia-o seu adjunto de gabinete.

O PS nas eleições autárquicas de 1 de Outubro de 2017, consegue elege-lo directamente para a Assembleia Municipal de Lisboa, mas também para a Junta de Freguesia de Alvalade. É esta forma que das juventudes partidárias chega à presidência deste orgão autárquico.

José António Borges tem pela frente uma dificil tarefa: voltar a dar à junta uma dinâmica e coordenação que tem vindo a perder, devido às ausências de André Moz Caldas no Ministério das Finanças...

Março de 2018

O Homem dos Sete Ofícios

Mário Centeno, ministro das finanças de Portugal, recebido à porta do Palácio do Eliseu, por Edouard Philippe, ministro das finanças e da economia de França, vendo-se no canto inferior direito, André Moz Caldas, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade (11/1/2018).

André Moz Caldas, formado em medicina dentária e advocacia, foi eleito presidente da junta de Alvalade em 2013 pelo PS. Na véspera do Natal de 2015 assumiu, em acumulação, o cargo de chefe de gabinete do Ministro das Finanças Mário Centeno. Nada de ilegal nesta acumulação. As suas ausências à frente da junta tornaram-se frequentes e algumas vezes problemáticas. O excelente trabalho que já havia realizado, permitiu que muita coisa fosse ignorada. Em Outubro de 2017 voltou a ser eleito para um segundo mandato presidente da Junta de Alvalade, mas agora sem maioria absoluta.

Entretanto, Mário Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo, um cargo de enorme relevância política na Europa, mas que exige constantes deslocações. André Moz Caldas, o principal apoio de Mário Centeno, ficou sem tempo para tratar dos assuntos da Junta de Freguesia. Iniciativas importantes, como o Conselho Social da Freguesia de Alvalade, foram abandonadas.

O vogal Pedro Ferreira tornou-se no "único" elemento que passou a assegurar a gestão da junta, nomeadamente das obras em curso, muito embora também não esteja a tempo inteiro...

A grande incógnita é saber até onde poderá ir esta situação e a consequência da mesmas para a freguesia. Os defensores desta solução afirmam que a mesma tem grandes vantagens, porque desta forma Alvalade tem um acesso mais facilitado aos fundos públicos (?).Muito mal estão as coisas em Portugal se os recursos públicos forem distribuidos desta forma.

Janeiro 2018.

Dezasseis Anos depois

Poucos meses depois do inicio da edição online do Jornal da Praceta (Junho de 2001), publicamos a carta de um morador da Rua das Murtas que apelava ao então presidente da Câmara Municipal de Lisboa (João Soares), para não se limitar a construir um novo social, mas também devia mandar limpar as lixeiras da zona e construir um parque para as crianças e jovens do bairro. O espaço envolvente não podia ser descurado nos realojamentos.

Durante anos, vezes sem conta, escrevemos sobre o assunto, falamos como presidentes e vereadores da câmara da municipal, mas também com presidentes e vogais da antiga junta de freguesia do Campo Grande. Conheciam a situação, mas não lhe atribuiam nenhuma importância.

Durante anos os moradores do Bairro Social das Murtas viveram rodeados de lixo e de ruinas das suas antigas "casas".

O único problema assumido pela câmara municipal, a junta de freguesia e a PSP eram os desacatos e a vandalização do bairro social atribuidos quase sempre à comunidade cigana que aqui fora realojada. Esse era o único problema. A deprimente envolvente do bairro era uma questão menor.

A situação só mudou em finais de 2016, quando começou a ser construído o parque de estacionamento das Confeiteiras, a ocidente do bairro social das Murtas. Uma obra que implicou limpar parte da zona. A Câmara Municipal de Lisboa, em 2017, resolveu requalificar o bairro que já se encontrava num adiantado estado de desagradação. As Murtas só então deixaram de ter uma envolvente que lembrava um cenário de guerra.

A Junta de Freguesia de Alvalade realizou também, durante o verão de 2017, uma campanha de limpeza da zona, depois de uma reportagem fotográfica do Jornal da Praceta. Eís que, em finais de Outubro de 2017, anunciou que finalmente iria construir no local um campo de jogos e um parque infantil. Foram precisos dezesseis anos para seja concretizada, a mais elementar das obras em prol das crianças e jovens que vivem neste bairro social.Esperamos que não sejam precisos mais dezesseis anos para concluir a limpeza e requalificação das Murtas.

 

Mais Demagogia Não!

Alvalade é seguramente a freguesia mais mediática de Portugal em períodos eleitorais. Nestas eleições, como tem sido habitual nas anteriores, televisões e jornais fizeram longas reportagens da visita dos vários lideres partidários à freguesia. As afirmações, quase sempre bombásticas, são sobre situações nacionais, não locais.

Alguns acontecimentos irrelevantes que aqui ocorrem adquirem facilmente uma dimensão nacional. Na manhã do dia 29/9, último dia de campanha, Pedro Santana Lopes (antigo lider do PSD e Provedor da Santa Casa da Misericórdia), deslocou-se a Alvalade para tomar um café com um amigo, candidato à presidência da junta. Certa imprensa apressou-se logo a relatar o acontecimento, fazendo crer que o mesmo era capaz de alterar o rumo de uma desastrada campanha eleitoral.

A constante presença em Alvalade dos candidatos à presidência da câmara municipal de Lisboa acabou por secundarizar as candidaturas dos que concorriam à presidência da junta de freguesia. Os candidatos locais tornaram-se meros figurantes. Com excepção de duas ou três candidaturas, nem sequer tiveram direito a serem referidos na propaganda que foi distribuida na freguesia. O candidato ou candidata à presidência da câmara era o único cujo nome era destacado.

A maioria das listas que concorreram em Alvalade, também não se deram ao trabalho de elaborarem programas de acção para a freguesia. O partido que desde 1977 dominou em Alvalade, num total desrespeito pelos eleitores, nem sequer apresentou um programa eleitoral digno desse nome. Numa atitude de manifesta sobranceria esperava que os leitores lhe dessem um cheque em branco, e acabou tendo o pior resultado de sempre em Alvalade.

Agora que Alvalade deixou de ser o palco para tanta demagogia, esperamos que o partido que acabou por ganhar as eleições comece a concretizar o programa que foi sufragado pelos eleitores. Estaremos atentos. Outubro de 2017.

 

 
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2006

Nas páginas de alguns jornais, com destaque para o Público são cada vez mais frequentes os desenvolvimentos de notícias publicadas no Jornal da Praceta. Facto que atesta a nossa crescente projecção local e regional, reforçando o nosso papel como mediadores entre os moradores e a imprensa diária. Entrevista

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2004

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