JJornal da Praceta
 

Informação sobre a freguesia de Alvalade

 


 

 

 

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Sismos: O Que Está a Ser Feito ? 

   

O Serviço Municipal da Protecção Civil de Lisboa, divulgou recentemente uma Carta com as zonas da cidade que serão mais afectadas no caso de ocorrer um sismo. O Campo Grande aparece assinalado como uma das zonas mais vulneráveis.

O facto só por si exigiria da parte de todas as entidades locais uma atenção especial, nomeadamente para dois problemas que aqui temos chamado à atenção:

Escolas: É sabido que a zona do Campo Grande regista uma elevada concentração de alunos de todos os níveis de ensino.

A medida mais obvia passaria por sensibilizar as diversas comunidades escolares para o assunto, dotando simultaneamente as escolas dos meios necessários para fazer face a estas calamidades naturais. A verdade é que nada ou quase nada está a ser feito. Incúria ou incompetência? 

Obras. É sabido também que muitas obras que estão a ser realizadas em edíficios da zona estão a afectar seriamente a sua resistência a eventuais  sismos. Muitas delas são clandestinas, mas outras são promovidas pela própria CML.

O caso mais escandaloso a este respeito é o do parque de estacionamento subterrâneo no meio da Rua José Lins do Rego. Trata-se de um exemplo paradigmático da actuação leviana dos serviços municipais cujas consequências futuras são imprevisíveis. 

Zona de Grande Intensidade Sísmica 

A Carta assinala as zonas onde ao longo dos séculos a intensidade sísmica foi maior. Ficamos a saber que o Campo Grande e Alvalade é uma zona particularmente sensível. As zonas mais susceptíveis de sofrerem fortes abalos, em toda a cidade, são contudo os vales correspondentes a antigas linhas de água, como é o caso do eixo Lumiar-Campo Grande, onde se registaram no passado as intensidades sísmicas mais elevadas (escala IX MM). 

 

 

Efeitos previsíveis, na zona do Campo Grande de acordo com Escala de Mercalli Modificada:

 

Escala VII - Transeuntes têm dificuldade em se deslocar; há fendas nos edifícios, tijolos e mosaicos caem; sinos grandes tocam;

 

Escala VIII- Condução automóvel é afectada; há colapsos parciais de edifícios de má qualidade e fendas no solo; 

 

Escala IX - Danos consideráveis em todo o edificado; areia e lama brotam no solo.

 

  Zona com Graves Problemas ao Nível dos Edifícios

Os sismos actuam sobre os edifícios provocando danos muito variáveis. Esta Carta classificou as zonas de Lisboa cujos edifícios poderão ser mais afectados, tendo em conta a idade da sua construção. 

Uma parte importante dos edifícios do Campo Grande e de Alvalade são anteriores a 1958, quando surgiu a primeira legislação anti-sísmica. Estas construções mereceriam uma atenção especial. Como já referimos em muitos deles estão a ser feitas obras no seu interior que estão a pôr em risco a sua resistência a um eventual sismo. Assunto que os serviços camarários parecem ignorar. Incúria ou incompetência? 

Na área do Campo Grande e Alvalade, a citada Carta aponta para o seguinte cenário de risco no caso de ocorrer um novo sismo: 5 a 30% dos edifícios locais serão severamente afectados.

 

O que deve fazer num sismo?

   






 

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