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4 de Maio de 2004

Santana Lopes, num verdadeiro golpe de teatro, às 20h10, do dia 4 de Maio de 2004, em plena Assembleia Municipal de Lisboa, pede a palavra e afirma que a CML acabara de abandonar o projecto de construir dois famigerados parques de estacionamento subterrâneos, o da Rua José Lins do Rêgo e o da Av. da Igreja. 

 

Pedro Santana Lopes, disse então que não apenas retirava a proposta 113/2004, mas também que iria respeitar as orientações da Assembleia Municipal (contrárias à construção do parque na Praceta), dizendo para os deputados da Oposição que não se iria fazer “valer da deliberação tomada no tempo do anterior Executivo para pôr em prática aquela com que então concordaram mas agora já eram contra.” (pág.68, da Acta Nº.56 da AML). 

O Partido Socialista, através do deputado Dias Baptista, congratulou-se com a posição tomada, mas pede-lhe para que esclareça o que pretende fazer em relação às licenças atribuídas para a construção do parque na praceta. Santana Lopes responde: - Trata-se agora de um problema jurídico, mas em nenhum caso se colocará a partir deste momento a questão de se construir aí o parque. Na Assembleia, o numeroso público que enchia as bancadas que lhe estavam reservadas, irrompe numa demorada salva de palmas. Recorde-se que esta posição era defendida desde Março de 2004 pelo PS, PCP, Os Verdes e o Bloco de Esquerda..

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Recorde-se por último que na sessão da Assembleia Municipal do 13 de Abril de 2004, quando foi abordada a questão do Parque de Estacionamento da Rua José Lins do Rêgo, esta Assembleia apreciou e votou favoravelmente um parecer da Comissão Permanente de Urbanismo, Rede Viária e Circulação (CPURVC), no qual se preconizava a elaboração pela CML de Plano de reordenamento do bairro de Alvalade, nomeadamente das áreas ocupadas por lixeiras, barracas e outras construções abarracadas. Posição que foi prontamente saudada pelos moradores de Alvalade e que se prontificaram a colaborar com a CML.

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A Capital, 5 de Maio de 2004

"Estacionamento. Avenida da Igreja e Rua José Lins do Rego. 

Parques Contestados Não Vão Ser Construídos

 

Bruno Silva

 

Santana Lopes diz que, depois da contestação da população, "nas actuais condições estas obras não devem ir por diante.

Os parques de estacionamento subterrâneos previstos para a Avenida da Igreja e Rua José Lins do Rêgo, em Alvalade, projectos bastante contestados pela população, já não vão ser construídos. A decisão foi anunciada ontem por Santana Lopes, durante a reunião da Assembleia Municipal, depois do autarca ter retirado as duas propostas da votação.

"Na Assembleia Municipal da semana passada estas propostas estiveram para ser retiradas, mas depois pediram-me que as deixasse ficar. Face ao que se passou, mantenho a posição de as retirar, pois nas actuais condições estas obras não devem ir por diante", justificou o autarca, que foi ovacionado de imediato pelo público ( a maioria moradores da Avenida da Igreja) que, cinco horas depois da sessão ter início, resistia na sala à espera da decisão.

Ainda antes das duas propostas terem sido retiradas, o auto-intitulado "avenida-igrejista" Santana Lopes garantia aos jornalistas que "fazer mal à Avenida da Igreja, só por cima do meu cadáver". "Construir um parque de estacionamento longitudinal à Avenida da Igreja só se os moradores estiverem de acordo", sublinhou o autarca, que confrontado com o facto de ter votado favoravelmente a construção do parque na reunião da câmara, esclareceu: "Este projecto não é meu, votei-o porque tinha parecer positivo da Junta de Freguesia ( de São João de Brito)." (...) 

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Jornal de Notícias, 5 de Maio de 2005

"Parque da Avenida da Igreja não será construído
Lisboa proposta Moradores aplaudiram decisão e ficam agora à espera da aceitação das três alternativas apresentadas

Gina Pereira


Uma salva de palmas dos moradores da Avenida da Igreja, que ontem conseguiram resistir à prolongada reunião da Assembleia Municipal, saudou a decisão do presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) de retirar a proposta que previa a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, com 520 lugares, no subsolo daquela artéria.
Embora tenha garantido que "a construção do parque não implicava o derrube de nenhuma árvore", Santana Lopes mostrou-se sensível às "vozes discordantes" de moradores e comerciantes que, nos últimos dias, se mostraram contra este projecto e retirou a proposta, "por entender que o parque não deve ir por diante".


Além da proposta de construção do parque da Avenida da Igreja, Santana retirou também a proposta relativa ao parque da Rua Lins do Rego, também contestado por moradores. Neste caso, disse que seriam tidos em conta os direitos de construção adquiridos pela associação Auto-Parques Lins do Rego, em respeito pela lei.


No início da sessão, moradores e comerciantes da Avenida da Igreja enchiam por completo o espaço destinado ao público. Pedro Leitão, membro do movimento cívico que contesta este projecto, disse aos jornalistas ter entregue, numa reunião com a Comissão de Urbanismo e Obras Viárias, um abaixo-assinado com duas mil assinaturas e três ante-projectos de estudos prévios para parques de estacionamento mais pequenos, que poupam a "boulevard" da Avenida da Igreja, classificada no Plano Director Municipal como parte do corredor verde da cidade. As sugestões dos moradores passam pela construção de um parque de estacionamento no Mercado de Alvalade Norte, na Avenida Rio de Janeiro (entre o Inatel e a Avenida da Igreja), e por dois outros parques há muito defendidos por associações de moradores, que os querem promover no Largo Frei Heitor Pinto e no Largo José Duro."

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Público, 5 de Maio de 2004

Fernanda Ribeiro

"(...)Cheia estava ontem a sala da Assembleia Municipal onde muito público acorreu. Eram na sua maioria moradores da Av. da Igreja, em Alvalade, que foram à Assembleia Municipal para saber qual a decisão deste órgão sobre o previsto parque de estacionamento. Tiveram porém de aguardar quase cinco horas até apurar que afinal o assunto ficaria adiado, com a retirada da proposta da câmara que concedia direitos de superfície à Bragaparques. O parecer da comissão de urbanismo da assembleia também não recomendava o avanço da obra. E o próprio Santana Lopes veio dizer que só aprovara a proposta em câmara porque a obra tivera o parecer favorável da Junta de Freguesia de S. João de Brito. "Este projecto não é meu. E a partir do momento em que ouvi vozes discordantes, um parque de estacionamento longitudinal só avançaria se os moradores estivessem de acordo", salientou." (...)

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  Diário de Notícias, 5 de Maio de 2004

"Avenida da Igreja suspira de alívio

LUÍSA BOTINAS


«Este nunca foi o meu projecto», disse Santana Lopes, a propósito da anunciada intenção de privados construírem um parque de estacionamento na Avenida da Igreja. O presidente da Câmara de Lisboa manifestou assim o seu desagrado relativamente àquela obra, que chegou a receber os votos favoráveis de todos os partidos com assento no executivo municipal.

«Votei a favor e votaram todos os outros vereadores, porque havia um parecer favorável da Junta de Freguesia», justificou o autarca.

Contudo, Santana Lopes garantiu que nem uma só árvore seria abatida, caso a obra fosse para a frente. «Foram os serviços da autarquia que me garantiram», disse. De qualquer modo, «nunca deixaria que prejudicassem a Avenida da Igreja. Não aceito, também aqui, lições em matéria de defesa desta zona», enfatizou, lembrando de seguida que durante anos foi frequentador habitual daquela zona e que até uma pessoa da sua família tem uma loja ali perto.

Antes do desfecho, que encheu de alegria as dezenas de moradores e comerciantes presentes, o parlamento debateu até as propostas de Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras do 2.º ano do mandato (...)."

 

Continua

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A Destruição do Jardim da Rua José Lins do Rêgo

 

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