Jornal da Praceta

Informação sobre a freguesia de Alvalade

(Alvalade, Campo Grande e São João de Brito ) 

 

25 de Abril: 30 Anos depois!

 (2004)

Largo do Carmo. 25 de Abril de 1974 (foto de C.Gil). A população de Lisboa saiu à rua, participando activamente com os militares no derrube da ditadura.

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Lisboa. 25 de Abril de 1974. 

Milhares de pessoas nas ruas, acompanhavam os militares nas suas diversas operações incentivando-os e aplaudindo-os com visível alegria. Mais

 

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O Povo Saiu à Rua

No dia 25 de Abril de 1974 as ruas Lisboa e depois as de todo o país foram tomadas pela população. Durante os quatro ou cinco anos seguintes as ruas foram os locais privilegiados para a manifestação das diferentes posições políticas, mas também importantes espaços de convívio e criatividade. Mais

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A Arte na Rua

Os artistas plásticos entre 1974 e 1977 elegeram as ruas como um dos locais predilectos de acção, antes de se recolherem de novo às galerias e aos salões de exposição. Mais 

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A Explosão da Imprensa 

A população estava ávida de notícias, facto que fez disparar o número de edições e títulos dos jornais. Mais 

 

O Bairro na História

O Bairro de Alvalade e o Campo Grande estão intimamente ligados aos acontecimentos que levaram ao derrube da ditadura no dia 25 de Abril de 1974. O Jornal da Praceta não podia ficar alheio ao facto de neste ano se comemorar 30 anos sobre este dia incontornável na história recente de Portugal. 

.O 25 de Abril passou por aqui (1974)

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Inédito:

A revolta dos alunos dos liceus de Lisboa contra a ditadura (1973)

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De Alvalade à Capela do Rato (1972)

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Portugal: 

28 de Maio de 1926 - 24 de Abril de 1974

Ao longo de 48 anos de ditadura os portugueses tornaram-se num povo triste e miserável que frequentemente se envergonhava si próprio.  O único orgulho que diziam que possuía era o de ter  um vasto império colonial, sustentado por uma guerra onde morriam, desde 1961, milhares de portugueses e combatentes pela libertação das antigas colónias.

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O 25 de Abril e o fim da Censura em Portugal

A Censura fez parte integrante da nossa História - raros foram os períodos em que ela não imperou, constituindo uma arma de defesa da Igreja e do Estado na luta contra as subversões doutrinárias ou políticas.

Nos 48 anos do Estado Novo, esteve sempre activíssima em todas as vertentes culturais: literatura, teatro, cinema, música... Na imprensa periódica, onde ficou conhecida por "lápis azul" suprimia, alterava, adiava a saída de notícias com evidente prejuízo para jornais e revistas.

Se fosse possível  esquecer que a acção censória era uma acção de castração à mentalidade do povo português, a leitura do "cortes" seria, por vezes, momento de autêntico gozo. Por exemplo:

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"Foi proibida uma peça de teatro, adaptação de Correia Alves, do Arco de Sant`Ana, no TEP (Teatro Experimental do Porto). Não dizer que foi proibido. Pode, no entanto, dizer-se que já não vai à cena" (1 ); " Aumento do corte do cabelo". Cortar; "Comunicado da Junta de Energia Nuclear - Cortar os "fusíveis radioactivos"; Na posse do 2º. comandante da PSP de Lisboa - disse-se que ele já fez três comissões de serviço no Ultramar, a primeira "logo na eclosão da guerra". Ora, não há guerra. Não se pode dizer isso. Deve ser confusão do repórter...".  (a amarelo as indicações do censor da polícia política ). 

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Graças ao 25 de Abril a Censura terminou em Portugal e a nossa Constituição nos Artigos 37º. e 38º., diz : " Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de se informar, sem impedimentos nem discriminações"; "É garantida a liberdade de imprensa". 

Manuela Simões

O Lápis Azul -  Visados pela Censura

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(1) O Arco de Sant`Ana foi começado a escrever por Almeida Garret, em 1832, durante o cerco do Porto, mas só foi editado treze anos depois. O romance conta o rapto de Aninhas (moradora no Arco de Sant`Ana) perpetrado pelo devasso bispo e o castigo que sofreu: açoitado pelo próprio rei, D.Pedro I.

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Obras consultadas:

 

Príncipe, César- Os Segredos da Censura. 3ª. Edição, Lisboa. Editorial Caminho.1979.

Rodrigues, Graça Almeida - Breve História da Censura Literária em Portugal. Lisboa. Instituto de Cultura e Língua Portuguesa. 1980.

 

 

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Abecedário da Ditadura (1926-1974)

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Portugal:  1974 - 2004

Muito se avançou em 30 anos, mas muito mais teria sido possível não fosse o desinteresse que se instalou entre a população pela vida política e a mediocre qualidade da maioria dos políticos. 

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Estatísticas Comparativas: 1974 - 2004 

O que mudou em 30 anos? Avalie as profundas transformações que ocorreu no país em três décadas de democracia.  Mais





 

 

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